Sugestão de leitura: “Colonos do café” (Maria Silvia Beozzo Bassanezi)

Bassanezi, Maria Silvia Beozzo. Colonos do café. São Paulo: Editora Contexto LV, 2019.

SINOPSE

A autora narra, neste livro, as experiências de homens e mulheres que trabalharam na cafeicultura do Velho Oeste Paulista, do final do século xix às primeiras décadas do xx. Com base em ampla documentação de um caso exemplar, a obra colabora para uma maior compreensão do “colonato” – regime de trabalho considerado pelos cafeicultores da época como o mais adequado e eficiente no processo de produção do café –, mas, sobretudo, ilumina experiências humanas por muito tempo ignoradas ou mencionadas apenas de passagem pelos livros especializados.
Enfim, uma história representativa de milhares de famílias, especialmente de imigrantes que atravessaram o oceano para chegar a terras brasileiras em busca de prosperidade, mudando para sempre não só o destino de São Paulo, mas também do Brasil como um todo.

Documentário “Territórios estrangeiros no Brasil” (TV Brasil)

Caminhos da Reportagem visita cidades brasileiras colonizadas por Ilha dos Açores, Alemanha, Ucrânia, Japão e Líbano… O Caminhos da Reportagem desta semana passeia pelo mundo sem sair do Brasil. O programa percorre cinco cidades em dois estados brasileiros e conhece povos presentes aqui há décadas e, em alguns casos, há mais de um século. Porém, todos mantêm sua tradição, cultura, culinária e hábitos: pequenos territórios estrangeiros no Brasil.

Os açorianos, que chegaram a Florianópolis no século XVIII, preservam até hoje a arquitetura, os engenhos de farinha, a renda de bilro, as danças e cantorias.

Os suábios são um povo cuja origem remonta a uma região que hoje pertence à Alemanha. Depois de décadas de trabalho na região de Entre Rios, no Paraná, construíram uma economia sólida e priorizam a educação.

Os ucranianos também se estabeleceram no Paraná, em Prudentópolis, e são os maiores produtores de um dos ingredientes que não podem faltar na mesa do brasileiro: o feijão.

Um kamikase que sobreviveu à Segunda Guerra Mundial planta uvas em Assaí, cidade onde a presença japonesa está em todos os lugares e rostos.

Esta edição ainda mostra o comércio, a religiosidade e as tradições árabes na fronteira do Brasil com a Argentina e o Paraguai.

Reportagem de Paulo Garritano

O documentário conta com valiosos depoimentos. Entre eles, destaca-se o da Professora Dra. Ismênia de Lima Martins, Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal Fluminense.


A Editora Companhia das Letras disponibilizou para leitura o primeiro capítulo do livro de memórias da atriz Fernanda Montenegro, que aborda a saga de seus antepassados.

Com sua voz inconfundível, ela coloca no papel a saga de seus antepassados lavradores portugueses, do lado paterno, e pastores sardos, do lado materno. Lidas hoje, são histórias que podem ‘parecer um folhetim. Ou uma tragédia’ — gêneros que a atriz domina com maestria.

MONTENEGRO, Fernanda. Prólogo, ato, epílogo : memórias / Fernanda Montenegro ; com a colaboração de Marta Góes. São Paulo : Companhia das Letras, 2019.

Fernanda Montenegro lê trecho de “Prólogo, ato, epílogo”

Sugestão de leitura: “Utopias e experiências operárias: ecos da greve de 1917” (Luiz Carlos Ribeiro e Clóvis Gruner (Orgs.)

RIBEIRO, Luiz Carlos, GRUNER, Clóvis (Orgs.). Utopias e experiências operárias: ecos da greve de 1917. São Paulo: Intermeios, 2019.

SINOPSE

Em julho de 1917 uma greve geral, convocada e liderada prin­cipalmente pelos sindicatos e organizações anarquistas, parali­sou várias cidades brasileiras. Deflagrada inicialmente em São Paulo, nas semanas subsequentes ela se espalha para outras cidades brasileiras, culminando com o que foi, até aquele mo­mento, nosso maior movimento paredista. Resultado do con­texto de formação e amadurecimento das ideais e da organi­zação dos trabalhadores, de uma cultura operária, no Brasil da Primeira República, mas também de um contexto internacio­nal atravessado por conflitos os mais diversos, sua importân­cia e impacto repercutiram além das fronteiras temporais mais restritas. Passados mais de 100 anos e os rumores, as ruptu­ras, as promessas e contradições das revoltas e revoluções que inauguraram o século XX, ainda nos inquietam. Os capítulos desse livro pretendem, de diferentes maneiras, problematizar a pertinência e a extensão das utopias gestadas no passado, mas igualmente, reivindicar sua presença e atualidade.

“Cultura árabe: mais conhecimento, menos estereótipos” (por Lugares pelo mundo)

Precisamos falar sobre estereótipos e desinformação! Criados a partir de uma visão ocidental, que na maioria das vezes é preconceituosa, alguns estereótipos árabes são muito claros visíveis em nossa sociedade. Às vezes eles parecem ser inofensivos e até bobos para nós, ocidentais, mas toda a rotulação diminui e resume a cultura de um povo que possui milhares de anos de existência e uma história linda e forte.

A melhor forma de combatê-los é com a informação. Aprender sobre os árabes ajuda a diminuir o preconceito e ver qual é sua verdadeira realidade.

https://lugarespelomundo.com.br/cultura-arabe-mais-conhecimento-menos-estereotipos/?fbclid=IwAR3-tQvl3ETIjRqCXW1pxtYvbZjiI5uhWrhgSjiw4fCtjjGZLedQ3–MCu4

“Bibliografia acerca da emigração em língua portuguesa, aculturação e identidade étnica com ligações URL”, 2019, Joaquim Filipe Peres de Castro, Ph.D

Resumo

Esta bibliografia aborda a emigração portuguesa e as migrações mútuas entre Portugal, Brasil e Cabo Verde. Os fenómenos migratórios se relacionam com o fenómeno da aculturação e das relações étnicas e interculturais. A bibliografia abrange a produção literária e, sobretudo, a produção em ciências sociais acerca dos fenómenos mencionados. A presente lista bibliográfica tem como objetivo alargar o âmbito dos possíveis e o conhecimento diverso e divergente acerca da realidade sociocultural.

Palavras-chave: migrações, Portugal, Brasil, Cabo Verde, aculturação, relações étnicas, intercultural, assimilação, fusão, multicultural.

A presente bibliografia tem no título o ano de 2019, isto significa que ela poderá ser corrigida, alterada e atualizada. Os autores das referências e também as pessoas interessadas que pretendam contribuir com novas referências, atualizar e corrigir a atual lista, poderão enviar as mesmas para o seguinte correio eletrónico: ptmigrabibliogra@gmail.com. A presente bibliografia contém cerca de 5200 referências, mas o trabalho permanece em aberto, sendo que poderá caminhar em diferentes direções. Na próxima edição será verosímil colocar também as resenhas e os seus autores, uma vez que elas são também labor científico e porque contribuem para o debate.

Documentário “Imigrantes – A Invenção do Ceará” (TV O Povo)

Deslocar-se do lugar de origem para outro e ali fixar-se. Imigrar. Esse movimento acompanha o homem desde os primórdios. Vários são os fatores que o desencadeia. Mas ao longo da história de cada canto do mundo, o que nos propomos a refletir é como a imigração ajuda a construir o próprio lugar de destino. O Ceará também foi feito por seus imigrantes, inventado a partir do choque ou da união de culturas distintas, e a partir das consequências que trouxeram esses migrantes até o nosso estado.

Parte 1

Parte 2

Parte 3

“The time a president deported 1 million Mexican Americans for supposedly stealing U.S. jobs” (by Diane Bernard – The Washington Post)

Fear swept Mexican communities nationwide throughout the early 1930s as local law enforcement rounded up people in parks, hospitals, markets and social clubs, crammed them onto chartered trains and deposited them across the border.

https://www.washingtonpost.com/news/retropolis/wp/2018/08/13/the-time-a-president-deported-1-million-mexican-americans-for-stealing-u-s-jobs/?noredirect=on

“Southern (American) hospitality: Italians in Argentina and the US during the Age of Mass Migration” (by Santiago Pérez – VOX)

The US and Argentina were the two most common destinations for Italian migrants in the early 20th century. But their experiences as immigrants in each country differed widely. Italians in Argentina became homeowners and were less likely to be employed as unskilled labourers than they were in the US, where they had uncommonly low family incomes and rates of home ownership. This column examines the source of these differences and seeks to understand why so many Italians chose to settle in a country that offered them limited prospects for upward mobility.

https://voxeu.org/article/italians-argentina-and-us-during-age-mass-migration?utm_source=dlvr.it&utm_medium=twitter