“A China e os chins: recordações de viagem” (Henrique Carlos Ribeiro Lisboa)

O tema da imigração, principal fim da missão brasileira na China, mereceu especial atenção de Henrique Lisboa, que analisou as experiências de outros países que receberam imigrantes chineses e, bem assim, a opinião de intelectuais brasileiros.

LISBOA, Henrique Carlos Ribeiro. A China e os chins: recordações de viagem. 1ª reed. Rio de Janeiro: Fundação Alexandre de Gusmão/CHDD, 2016.

Sugestão de leitura: “Giralda Seyferth muito além da imigração” (Miriam de Oliveira Santos e Patrícia Reinheimer)

SANTOS, Miriam de Oliveira, REINHEIMER, Patrícia (Orgs.). Giralda Seyferth muito além da imigração. São Leopoldo (RS): Oikos Editora; ABA, 2019.

Descrição

Nos textos que compõem o livro “Giralda Seyferth: muito além da migração”, carinhosa e cuidadosamente elaborado por algumas e alguns de suas/seus ex-orientandas/os e amigas/os, a/o leitor/a poderá ver as múltiplas dimensões pelas quais se espraiou o trabalho de uma autora que se afirmou e continua a ser uma referência incontornável no estudo dos fenômenos migratórios. A bela e justa homenagem prestada por amigos e ex-orientandos de Giralda Seyferth com o presente livro transmite ao público informações e leituras importantíssimas sobre uma trajetória intelectual de primeira grandeza, brilho próprio e contribuições singulares para os estudos de diversos temas caros não apenas à pesquisa antropológica e histórica no Brasil, mas também à sociologia e ao campo interdisciplinar de estudos do pensamento social no Brasil.

Sugestão de leitura: “Hospitalidade e lugar de memória árabe na São Paulo/SP do século XXI” (A. Ricardo Abdalla)

ABDALLA, A. Ricardo. Hospitalidade e lugar de memória árabe na São Paulo/SP do século XXI. São Paulo: Editora e-Manuscrito, 2019 – eBook

Descrição

O tema condutor deste estudo reside na análise do Centro Velho de São Paulo como lugar de memória árabe e da hospitalidade ali praticada. Entre os objetivos específicos, a obra identifica os logradouros públicos que permanecem com toponímia árabe; registra mediante fotografias os estabelecimentos que vendem comidas típicas e produtos da culinária árabe; e apresenta entrevistas com os proprietários sobre seu empreendimento e com frequentadores usuais, investigando suas influências na sociedade de acolhimento. Pesquisa de natureza qualitativa, fundamentada no método etnográfico, apoia-se no estudo descritivo e exploratório, por meio da observação participante. Para os árabes pertencentes à colônia, essa região é considerada como certa na compra de produtos alimentícios árabes, além de lugar do começo de uma nova empreitada, uma tentativa de melhorar de vida que vingou tanto aqui, no país acolhedor, quanto em seu território de origem.

“No fim do Império, Brasil tentou substituir escravo negro por ‘semiescravo’ chinês” (por Ricardo Westin, Arquivo S, Agência Senado)

Documentos históricos guardados no Arquivo do Senado, em Brasília, mostram que as relações entre [Brasil e China] remontam à época de dom Pedro II. Em 1880, o governo imperial enviou diplomatas ao outro lado do mundo para assinar um tratado bilateral por meio do qual o Brasil esperava substituir os escravos negros por “semiescravos” chineses.

https://www12.senado.leg.br/noticias/especiais/arquivo-s/no-fim-do-imperio-brasil-tentou-substituir-escravo-negro-por-201csemiescravo201d-chines

“A história do alemão enterrado em faculdade de SP que fundou uma poderosa sociedade secreta” (por Edison Veiga, BBC News Brasil)

Oficialmente, a Bucha foi fundada em 4 de julho de 1830, com professores, alunos e pessoas importantes da sociedade como associadas. Coube ao alemão organizar seus estatutos e seu código moral. ‘A não ser meia dúzia de membros, os demais ignoravam os fins, aliás louváveis, dessa instituição’, escreve Schmidt. ‘O número de sócios elevou-se logo mais de 200. As mensalidades e joias ficaram a critério dos doadores.’

https://www.bbc.com/portuguese/curiosidades-49239545

Sugestão de leitura: “Migrações, educação e desenvolvimento: convergências e reflexões”, Andrea Helena Petry Rahmeier; et al (Orgs.)

RAHMEIER, Andrea Helena Petry; et al (Orgs.). Migrações, educação e desenvolvimento: convergências e reflexões. Porto Alegre (RS): Editora Fi, 2019 (vol. 1, 2 e 3).

Apresentação

Nos últimos duzentos anos, desde o princípio do século XIX, o mundo tem vivenciado um complexo e efusivo panorama de fluxos migratórios. Impulsionados pelos mais diversos motivos, as migrações representam em si processos de mudança – tanto para os que partem quanto para aqueles que recebem. Os avanços tecnológicos, especialmente nos campos do transporte e da comunicação, cooperaram – e cooperam – para essas manifestações. Em um mundo globalizado – onde as fronteiras, não restritas ao espaço geopolítico territorialmente delimitado, mas que perpassam os aspectos socioculturais grupos humanos –, analisar e refletir sobre o papel migratório nessas rupturas e permanências é um fator essencial para se compreender a realidade histórica e atual em que vivemos. Sabemos que os estudos migratórios tem vivenciado uma importante renovação nas últimas duas décadas, com um leque mais amplo de abordagens, conceitos, teorias, metodologias e relações entre campos de conhecimento. Essa renovação, de grande importância, proporcionam releituras dos processos de migração ocorridos durante os séculos XIX e XX, assim como um entendimento dos enredamentos sociais, políticos, culturais, religiosos e econômicos que permeiam as manifestações deste início do século XXI. Para esta publicação que ora apresentamos, foram escolhidos três campos norteadores principais, que são as migrações, os espaços educativos e o desenvolvimento regional. Este fio condutor interage com múltiplas áreas temáticas, como a religiosidade, o patrimônio cultural, as práticas docentes, as relações com o meio ambiente, as questões de gênero e etnicidade, entre outras. Os capítulos desta obra, agrupados em doze eixos temáticos, subsidiam reflexões importantes, tendo em vista a gama ampliada de interpretações que suscitam, as fontes que utilizam, o trato teórico-metodológico que se aplica, entre diversos outros pontos que poderiam aqui serem citados.

Sugestão de leitura: “Talvez Esther” (Esther Petrowskaja)

PETROWSKAJA, Esther. Talvez Esther. Trad. Sérgio Telarolli. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.

Neste romance celebrado pela crítica, a ucraniana de língua alemã Katja Petrowskaja reconstitui a fragmentada trajetória de sua família a partir de uma perspectiva inusitada.

Apresentação

Numa esquina da Kiev de setembro de 1941, a babuchka, que talvez se chamasse Esther, pergunta em iídiche a soldados alemães o caminho para Babi Yar, onde, dois dias depois, mais de 33 mil judeus seriam mortos. Essa história, porém, começa muito antes e é narrada de um ponto de vista singular: o de uma ex-cidadã soviética nascida na Ucrânia no início da década de 1970 que escolhe Berlim como refúgio e ponto de partida, e adota o alemão, aprendido aos 26 anos, como instrumento de resgate de uma fragmentada história familiar. É dessa Berlim, hoje pacífica, que parte a jornada da narradora em busca da própria história, entrecruzada a todo instante por eventos cruciais do século XX.

“Uma obra de arte que pouco se encontra na literatura de língua alemã: uma história familiar não sufocada pela convenção literária nem pelo peso da matéria narrada.” — Sebastian Hammelehle, Spiegel Online

“Raras vezes uma história familiar — e há uma profusão delas — foi apresentada de forma tão apaixonante e comovente.” — Volker Hage, Der Spiegel

Documentários “Coleção Emigração Portuguesa”, áudio e vídeo (RTP Arquivos, Portugal)

Há muito que nos habituamos a ouvir dizer que Portugal é um país de emigrantes. A procura de alternativas à pobreza e ao desemprego, a fuga à intolerância política e à guerra, ou ainda o simples desejo de aventura, levou desde há séculos milhões de portugueses a tentar a sua sorte em paragens mais ou menos longínquas, na busca das soluções e respostas que não conseguiram encontrar dentro das fronteiras do seu próprio país. A RTP sempre dedicou uma especial atenção ao fenômeno da emigração, e a todos aqueles que escolheram essa via para projetar o seu futuro. Através de grandes séries documentais, mas também de pequenas reportagens ou entrevistas de ocasião, esta coleção pretende ser um espaço de reflexão sobre a medida em que a emigração ontem como hoje é em si mesma o reflexo da cultura e da história dum povo.

Emigração Portuguesa

“Pesquisando documentos de família” (por Henrique Trindade, Museu da Imigração – SP)

Parte 1

Na primeira parte de uma série especial, o pesquisador do MI, Henrique Trindade, explica quais os registros disponíveis para pesquisa na instituição. No próximo vídeo, conheça os três primeiros passos para uma busca eficiente no nosso acervo digital!

Parte 2

Você sabe como realizar uma pesquisa eficiente no acervo digital do MI? Nesse vídeo especial, o pesquisador Henrique Trindade apresenta os três primeiros passos que irão te ajudar a encontrar os documentos nos registros da Hospedaria de Imigrantes do Brás.

Parte 3

Você sabe o que são os registros de matrícula da Hospedaria de Imigrantes do Brás? Nesse novo vídeo da série “Por dentro do CPR”, o pesquisador Henrique Trindade explica o que são esses documentos e apresenta as primeiras dicas para encontrar as informações dentro dessa categoria do acervo digital do MI.

Parte 4

Como utilizar os registros de matrícula da Hospedaria de Imigrantes do Brás a seu favor? Dando sequência ao seu último vídeo da série “Por dentro do CPR”, o pesquisador Henrique Trindade apresenta quais os melhores campos a serem preenchidos na busca por informações dentro dessa categoria no Acervo Digital do Museu da Imigração!

Parte 5

Durante a pesquisa de informações sobre os imigrantes que passaram pela Hospedaria do Brás no Acervo Digital, é importante seguir orientações valiosas, apresentadas em outros vídeos, e levar em consideração o contexto histórico. Para esclarecer certos mitos que os visitantes acreditam e, consequentemente, atrapalham na busca por esses registros, o pesquisador Henrique Trindade retorna para mais um conteúdo da série “Por dentro do CPR”!