“As Escolas da Emigración – Un proxecto do Arquivo da Emigración Galega” (Consello da Cultura Galega)

O proxecto

Recuperar o legado educativo da emigración.

As escolas

Como as concibiron os emigrantes.

Crónica do ensino

Como vozes duas que viviron.

As Sociedades instrutivas

Seleção bibliográfica

“Fontes diplomáticas: documentos da imigração italiana no Rio Grande do Sul” (Vania Beatriz Merlotti Heredia e Gianpaolo Romanato)

Os boletins da imigração italiana ora publicados se constituem importante fonte para as investigações desse fenômeno e trazem informações variadas, artigos, notas, dados estatísticos, informações dos locais de destino, relatos, visões de um mundo novo. Está consolidada a ideia de que as fontes diplomáticas acerca da migração se estabelecem como elementos fundamentais para os estudos da imigração, além de ser uma fonte oficial.

HEREDIA, Vania Beatriz Merlotti, ROMANATO, Gianpaolo (orgs.). Fontes diplomáticas: documentos da imigração italiana no Rio Grande do Sul. Caxias do Sul, RS: EDUCS, 2016.

A publicação foi dividida em quatro tomos:

Tomo I

Tomo II

Tomo III

Tomo IV

Sugestão de leitura: “Nordeste semita: ensaio sobre um certo Nordeste que em Gilberto Freyre também é semita” (Caesar Sobreira)

SOBREIRA, Caesar. Nordeste Semita: ensaio sobre um certo Nordeste que em Gilberto Freyre também é semita. São Paulo: Global Editora, 2010.

Descrição

O livro de Caesar Sobreira configura-se como amplo estudo sobre os inúmeros vestígios da cultura semita na gênese do universo histórico-cultural nordestino. Partindo de alguns textos de Gilberto Freyre, o autor revisita momentos decisivos da história do Nordeste brasileiro, pinçando aqui e ali os sinais deixados pela presença judaica na região. Neste estudo renovador que mistura história e antropologia, o leitor vislumbra um Nordeste mais rico de tradições e de contradições.

“Gigantes do Brasil” -Minissérie brasileira do History Channel -, desenvolvida pela Boutique Filmes

“Gigantes do Brasil” aborda a trajetória de quatro empreendedores que trabalharam para transformar o Brasil rural em uma nação industrializada: Francesco Matarazzo, Percival Farquhar, Giuseppe Martinelli e Guilherme Guinle. A trama abarca o período entre o fim do século XIX e meados do século XX. Trata-se de uma rica produção, que mistura linguagem narrativa biográfica com depoimentos de historiadores e empresários da indústria nacional.

Sugestão de leitura: “Fronteiras da Pátria: dos campos sem vida aos campos de morte” (Mirian Silva Rossi)


ROSSI, Mirian Silva. Fronteiras da Pátria: dos campos sem vida aos campos de morte. São Paulo: Intermeios; LEER/USP, 2018. ISBN 978-85-8499-140-2.

DESCRIÇÃO


Entre os eventos de longa duração, poucos definem tão bem o último século e as décadas subsequentes como a Grande Imigração e a Grande Guerra, temas deste livro. As imagens, as narrativas e as representações do passado são quase um espelho do tempo presente, que revive de forma superlativa as iniquidades do século XX. Enfrentar esses acontecimentos significa não só entendê-los melhor, mas entender a história do nosso tempo. Isoladamente, cada um deles teve seus próprios desdobramentos e suas características particulares. Em comum, ambos deixaram marcas indeléveis na humanidade: destruíram vidas, desagregaram ramificações sociais, fragmentaram a coletividade.
Este livro teve como foco inicial e deflagrador o epistolário inédito de Américo Orlando, nascido no Brasil pouco mais de três meses após a chegada de sua família, emigrada da Itália. Ele reúne quase uma centena de cartas e cartões postais enviados por Américo, do front italiano da Primeira Guerra Mundial. As cartas em questão têm duplo significado: evocam a lembrança de alguém querido, que pode ser encontrado na materialidade do papel, ao mesmo tempo em que são provas documentais da sua participação em um acontecimento coletivo extremamente trágico, mas memorável: a guerra.
Embora as cartas perpassem as páginas deste livro, o objetivo da pesquisa não foi elaborar uma história de vida ou uma história de guerra. O foco da análise reside na possibilidade de trazer elementos que contribuam para a reflexão sobre os deslocamentos humanos, os seus desdobramentos e as suas consequências.
Com o apoio de uma sólida e minuciosa pesquisa, foi possível analisar, de forma ampla, uma série de questões, entre as quais, as prováveis razões do grande êxodo italiano, a erosão do mundo antigo, o longo e penoso percurso dos imigrantes no Novo Mundo e a dimensão cruel da guerra, que arrastou milhões de indivíduos para o epicentro de um turbilhão, que convulsionou os ritmos da vida, deixando tudo fora do lugar.
Compartilhando universos simbólicos, permeando fronteiras geográficas, culturais, metodológicas e epistemológicas, Fronteiras da Pátria: dos campos sem vida aos campos de morte, proporciona ao leitor um mergulho entre dois mundos, introduzindo-o em um universo de perdas, superações, esperança, lutas, sobrevivências…
Com uma narrativa expressiva, este livro percorre os vestígios das pálidas pegadas dos caminhantes, em busca das raízes partidas, dos ramos enredados nas veredas das migrações e da guerra, dos sonhos que se perderam nos compassos e descompassos entre tempo e espaço, das vidas que se dispersaram no incessante movimento que impele a humanidade para diante… no passado e no presente, consciente ou inconscientemente, para o bem ou para o mal.

“As comunidades árabes no Brasil: imigrantes, descendentes e a luta pela integração” (por Rodrigo Ayupe, Revista Diáspora)


Apesar da dificuldade em estimar o número preciso de imigrantes árabes e seus descendentes no Brasil, haja vista que o censo brasileiro não permite o registro de identidades étnicas, estudos acadêmicos e não acadêmicos apontam para uma presença significativa de famílias e comunidades árabes, incluindo uma série de instituições, tais como hospitais, clubes, igrejas, mesquitas, restaurantes, lojas, empresas e indústrias.


Diante disso, em comemoração ao Dia Nacional da Comunidade Árabe, celebrado em 25 de março, esse pequeno texto se dedica a apresentar o histórico da imigração árabe no Brasil, expondo as suas causas, de acordo com cada fase, e destacando o processo de formação das comunidades árabes e suas instituições, além de discutir o seu lugar na sociedade brasileira.

http://www.revistadiaspora.org/2019/03/25/as-comunidades-arabes-no-brasil-imigrantes-descendentes-e-a-luta-pela-integracao/