“Polish WWII refugees make emotional return to North Island town that welcomed them 75 years ago – ‘It was real home'”(by Cushla Norman – News Now)

New Zealand’s first official refugees were today welcomed back to Pahīatua, the town that took them in 75 years ago. 

A total of 733 Polish children, escaping the atrocities of World War Two, arrived in the Wairarapa town on 1 November 1944. 

https://www.tvnz.co.nz/one-news/new-zealand/polish-wwii-refugees-make-emotional-return-north-island-town-welcomed-them-75-years-ago-real-home

“How Italians Became ‘White’ – Vicious bigotry, reluctant acceptance: an American story” (by Brent Staples, The New York Times)

Racist dogma about Southern Italians found fertile soil in the United States. As the historian Jennifer Guglielmo writes, the newcomers encountered waves of books, magazines and newspapers that “bombarded Americans with images of Italians as racially suspect.” They were sometimes shut out of schools, movie houses and labor unions, or consigned to church pews set aside for black people. They were described in the press as ‘swarthy,’ ‘kinky haired’ members of a criminal race and derided in the streets with epithets like ‘dago,’ ‘guinea’ — a term of derision applied to enslaved Africans and their descendants — and more familiarly racist insults like ‘white nigger’ and ‘nigger wop.’

https://www.nytimes.com/interactive/2019/10/12/opinion/columbus-day-italian-american-racism.html

“Comunidade eslovena no Brasil” (Embaixada da República da Eslovênia em Brasília)

Os primeiros eslovenos chegaram ao Brasil por causa do acordo entre Itália e Brasil sobre a imigração de trabalhadores nos anos 80 e 90 do século 19. Muitas famílias vieram da região de Notranjska (interior), especialmente dos subúrbios de Postojna, Logatec e Cerknica e a maioria deles começou a trabalhar nas plantações de café no interior de São Paulo. Esta onda de migração, de acordo com dados atuais, não estabeleceu nenhuma associação própria, mas eram ativos na associação iugoslava chamada “Jugoslovanski sokol” cujas origens são do ano de 1908, em São Paulo.

Uma segunda onda de migração consistia de migrantes de Primorje, no período entre as duas guerras mundiais. Eslovenos em São Paulo fundaram sua primeira associação em 1928, que se chamava ORNUS (A celebração do nascimento da nova comunidade eslovena no Brasil). A segunda associação foi a Associação eslovena educacional, criada em 1929. A mais ativa foi a associação ORNUS que organizou o coral, o grupo musical de tamborica, o teatro, o departamento de suporte e o clube de xadrez. Colecionavam livros para a biblioteca eslovena, recebiam o jornal da Eslovênia, da União Européia e da Argentina. Na década de 30 também preparavam cursos de língua eslovena para as crianças. Em 1943 construíram o primeiro centro cultural e a associação alterou seu nome para Associação Cultural Eslovena Naš Dom. 

A última imigração chegou ao Brasil na década de 50 e 60 do século 20. Após a Segunda Guerra Mundial, muitos eslovenos colaboraram com a Associação de Amigos da Iugoslávia, que parou de funcionar após a desintegração da Iugoslávia.     

Alguns meses antes da independência da Eslovênia, um grupo eslovenos (Vladimir Ovca, Janez Hlebanja, Federico Hlebanja, Štefan Bogdan Šalej, Andrej Kranjc e Franciska Brunček) se reuniram na casa de Janez Hlebanja, em São Paulo, e formaram a Zvezo Slovencev Brazilije – União de Eslovenos no Brasil. Relacionada à iniciativa deste grupo ocasionalmente se publicava a Lipov List e formaram o coral e organizaram as aulas de língua eslovena. Os membros da associação se reúnem duas vezes por ano, no Natal e no dia da independência. Nos últimos anos, os jovens da emigração eslovena estão mais ativos em diferentes áreas e também tem a sua própria página web www.eslovenosnobrasil.wordpress.com.

A maioria dos eslovenos e dos seus antepassados vive no estado de São Paulo. Alguns também podem ser encontrados em outras cidades brasileiras como Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Fortaleza, Salvador e outras. Há especulações de que no Brasil estão vivendo entre 1000 e 5000 eslovenos. No Brasil também se pode encontrar uma nova geração de imigrantes que chegaram após a independência da Eslovênia.

Texto extraído do site da Embaixada da República da Eslovênia em Brasília: http://www.brasilia.veleposlanistvo.si/index.php?id=4169&L=19

Documentário: “Feira em SP reúne culinária, artesanato e danças típicas do leste europeu” (por Opera Mundi)

São 14 comunidades de descendentes ou imigrantes do leste europeu que se juntam para realizar a feira. Todos os produtos são feitos pelos próprios vendedores, que aprenderam a fazê-los baseado na herança cultural que receberam de seus pais e avós. O mesmo vale para os músicos e dançarinos que se apresentam no palco.

As comunidades que participam da feira representam Rússia, Ucrânia, Lituânia, Romênia, Polônia, Croácia, República Tcheca, Bulgária, Eslovênia, Hungria, Letônia, Eslováquia, Estônia e Bielorrússia.

https://operamundi.uol.com.br/cultura/42265/feira-em-sao-paulo-reune-culinaria-artesanato-musica-e-danca-tipicas-do-leste-europeu

Sugestão de leitura: “A descoberta da América pelos turcos”, Jorge Amado

AMADO, Jorge. A descoberta da América pelos turcos. São Paulo: Companhia das Letras, 2008. Posfácio de José Saramago

SINOPSE

 Raduan Murad e Jamil Bichara descobriram a América juntos: vieram no mesmo barco de imigrantes e desembarcaram na Bahia em 1903. No litoral sul do Estado, eram chamados de “turcos”, forma brasileira de designar todos os árabes, fossem eles da Síria, do Líbano ou de fato da Turquia.
     Definido pelo autor como um “romancinho”, A descoberta da América pelos turcos é uma narrativa breve sobre a contribuição dos descendentes de árabes na civilização do cacau, durante a época em que coronéis e jagunços disputavam as terras virgens da região de Ilhéus.
     O libanês Raduan e o sírio Jamil decidiram então tentar a sorte no eldorado do cacau. Jamil se estabeleceu no povoado de Itaguassu, onde abriu um pequeno comércio. Raduan preferiu permanecer em Itabuna, onde freqüentava as mesas de pôquer, os botequins, os cabarés e as pensões de mulheres.
     O enredo, curto e hilariante, apresenta a história de um casamento arranjado, mas de difícil realização. Ibrahim Jafet, viúvo e pai de três beldades (Samira, Jamile e Fárida), quer casar sua última filha solteira, a severa e mal-ajambrada Adma. Ao pretendente, oferece sociedade no armarinho O Barateiro, estabelecimento de tradição e administração familiar.
     Tentado por Shitan, o tinhoso dos muçulmanos, e pelo amigo Raduan, o sírio Jamil vai pensar seriamente no negócio: para herdar O Barateiro, faria o sacrifício de se casar com Adma? Escrito com humor desbocado e o enlevo narrativo próprio do autor, A descoberta da América pelos turcos faz um elogio da mestiçagem dos sangues árabe e baiano, em seus elementos de fraternidade, alegria e erotismo.

“Mesmo com abertura de mercado, empresas fundadas por imigrantes alemães preservam identidade regional” (por Redação NSC)

Característica faz com que empresas alemãs invistam em Santa Catarina.

Aquela brincadeira de que alemão gosta de poupar é coisa séria. Tanto é que a poupança dos imigrantes alemães recém-chegados a Santa Catarina, a partir de 1829, resultou em empresas centenárias que, apesar da fama de tradicionais, só continuam no mercado pela inovação de seus processos.

Aquela brincadeira de que alemão gosta de poupar é coisa séria. Tanto é que a poupança dos imigrantes alemães recém-chegados a Santa Catarina, a partir de 1829, resultou em empresas centenárias que, apesar da fama de tradicionais, só continuam no mercado pela inovação de seus processos.

https://www.nsctotal.com.br/noticias/mesmo-com-abertura-de-mercado-empresas-fundadas-por-imigrantes-alemaes-preservam

“Gli eterni spostamenti” (Alberto Mattioli – La Stampa)

Una ricerca ricostruisce le migrazioni interne in Italia grazie ai cognomi.

Più che desta, l’Italia si è mossa. A parte le ricorrenti calate, invasioni e occupazioni dall’estero subite da un popolo abituato a essere, come diceva Voltaire, «il premio del vincitore», da secoli gli italiani si spostano su e giù per uno stivale di varia gradevolezza ma sempre affollato. Adesso una ricerca scientifica ricostruisce cinque secoli di migrazioni interne grazie a un’incredibile ricerca sui cognomi. La rivista americana «Human biology» ha appena pubblicato il ponderoso studio, una specie di «Cognome della rosa» che partendo da come si chiamano racconta dove sono andati gli italiani.

https://www.lastampa.it/cultura/2012/10/17/news/gli-eterni-spostamenti-1.36370089?refresh_ce

https://www.cognomix.it/mappe-dei-cognomi-italiani

Documentário “Franceses no Maranhão” (De lá prá cá – TV Brasil)

A descoberta da América alimentou o sonho de fortuna e despertou a cobiça de nobres e plebeus na Europa, entre eles, os que questionavam o testamento de Adão que teria dividido o Novo Mundo entre Portugueses e Espanhóis. E foi isso que fez com que os franceses, ao longo de mais de um século, tentassem estabelecer colônias no Brasil. Primeiro a da França Antártica, no Rio de Janeiro, depois, a da França Equatorial em São Luiz do Maranhão. Participam do programa sobre a aventura francesa nas terras do Brasil, a antropóloga Maria de Lourdes, o jornalista Eduardo Bueno, o embaixador Vasco Muniz e Adriana Lopez.

Sugestão de leitura: “Colonos do café” (Maria Silvia Beozzo Bassanezi)

Bassanezi, Maria Silvia Beozzo. Colonos do café. São Paulo: Editora Contexto LV, 2019.

SINOPSE

A autora narra, neste livro, as experiências de homens e mulheres que trabalharam na cafeicultura do Velho Oeste Paulista, do final do século xix às primeiras décadas do xx. Com base em ampla documentação de um caso exemplar, a obra colabora para uma maior compreensão do “colonato” – regime de trabalho considerado pelos cafeicultores da época como o mais adequado e eficiente no processo de produção do café –, mas, sobretudo, ilumina experiências humanas por muito tempo ignoradas ou mencionadas apenas de passagem pelos livros especializados.
Enfim, uma história representativa de milhares de famílias, especialmente de imigrantes que atravessaram o oceano para chegar a terras brasileiras em busca de prosperidade, mudando para sempre não só o destino de São Paulo, mas também do Brasil como um todo.