“Bibliografia acerca da emigração em língua portuguesa, aculturação e identidade étnica com ligações URL”, 2019, Joaquim Filipe Peres de Castro, Ph.D

Resumo

Esta bibliografia aborda a emigração portuguesa e as migrações mútuas entre Portugal, Brasil e Cabo Verde. Os fenómenos migratórios se relacionam com o fenómeno da aculturação e das relações étnicas e interculturais. A bibliografia abrange a produção literária e, sobretudo, a produção em ciências sociais acerca dos fenómenos mencionados. A presente lista bibliográfica tem como objetivo alargar o âmbito dos possíveis e o conhecimento diverso e divergente acerca da realidade sociocultural.

Palavras-chave: migrações, Portugal, Brasil, Cabo Verde, aculturação, relações étnicas, intercultural, assimilação, fusão, multicultural.

A presente bibliografia tem no título o ano de 2019, isto significa que ela poderá ser corrigida, alterada e atualizada. Os autores das referências e também as pessoas interessadas que pretendam contribuir com novas referências, atualizar e corrigir a atual lista, poderão enviar as mesmas para o seguinte correio eletrónico: ptmigrabibliogra@gmail.com. A presente bibliografia contém cerca de 5200 referências, mas o trabalho permanece em aberto, sendo que poderá caminhar em diferentes direções. Na próxima edição será verosímil colocar também as resenhas e os seus autores, uma vez que elas são também labor científico e porque contribuem para o debate.

Documentário “Imigrantes – A Invenção do Ceará” (TV O Povo)

Deslocar-se do lugar de origem para outro e ali fixar-se. Imigrar. Esse movimento acompanha o homem desde os primórdios. Vários são os fatores que o desencadeia. Mas ao longo da história de cada canto do mundo, o que nos propomos a refletir é como a imigração ajuda a construir o próprio lugar de destino. O Ceará também foi feito por seus imigrantes, inventado a partir do choque ou da união de culturas distintas, e a partir das consequências que trouxeram esses migrantes até o nosso estado.

Parte 1

Parte 2

Parte 3

“The time a president deported 1 million Mexican Americans for supposedly stealing U.S. jobs” (by Diane Bernard – The Washington Post)

Fear swept Mexican communities nationwide throughout the early 1930s as local law enforcement rounded up people in parks, hospitals, markets and social clubs, crammed them onto chartered trains and deposited them across the border.

https://www.washingtonpost.com/news/retropolis/wp/2018/08/13/the-time-a-president-deported-1-million-mexican-americans-for-stealing-u-s-jobs/?noredirect=on

“Southern (American) hospitality: Italians in Argentina and the US during the Age of Mass Migration” (by Santiago Pérez – VOX)

The US and Argentina were the two most common destinations for Italian migrants in the early 20th century. But their experiences as immigrants in each country differed widely. Italians in Argentina became homeowners and were less likely to be employed as unskilled labourers than they were in the US, where they had uncommonly low family incomes and rates of home ownership. This column examines the source of these differences and seeks to understand why so many Italians chose to settle in a country that offered them limited prospects for upward mobility.

https://voxeu.org/article/italians-argentina-and-us-during-age-mass-migration?utm_source=dlvr.it&utm_medium=twitter

“A China e os chins: recordações de viagem” (Henrique Carlos Ribeiro Lisboa)

O tema da imigração, principal fim da missão brasileira na China, mereceu especial atenção de Henrique Lisboa, que analisou as experiências de outros países que receberam imigrantes chineses e, bem assim, a opinião de intelectuais brasileiros.

LISBOA, Henrique Carlos Ribeiro. A China e os chins: recordações de viagem. 1ª reed. Rio de Janeiro: Fundação Alexandre de Gusmão/CHDD, 2016.

Sugestão de leitura: “Giralda Seyferth muito além da imigração” (Miriam de Oliveira Santos e Patrícia Reinheimer)

SANTOS, Miriam de Oliveira, REINHEIMER, Patrícia (Orgs.). Giralda Seyferth muito além da imigração. São Leopoldo (RS): Oikos Editora; ABA, 2019.

Descrição

Nos textos que compõem o livro “Giralda Seyferth: muito além da migração”, carinhosa e cuidadosamente elaborado por algumas e alguns de suas/seus ex-orientandas/os e amigas/os, a/o leitor/a poderá ver as múltiplas dimensões pelas quais se espraiou o trabalho de uma autora que se afirmou e continua a ser uma referência incontornável no estudo dos fenômenos migratórios. A bela e justa homenagem prestada por amigos e ex-orientandos de Giralda Seyferth com o presente livro transmite ao público informações e leituras importantíssimas sobre uma trajetória intelectual de primeira grandeza, brilho próprio e contribuições singulares para os estudos de diversos temas caros não apenas à pesquisa antropológica e histórica no Brasil, mas também à sociologia e ao campo interdisciplinar de estudos do pensamento social no Brasil.

Sugestão de leitura: “Hospitalidade e lugar de memória árabe na São Paulo/SP do século XXI” (A. Ricardo Abdalla)

ABDALLA, A. Ricardo. Hospitalidade e lugar de memória árabe na São Paulo/SP do século XXI. São Paulo: Editora e-Manuscrito, 2019 – eBook

Descrição

O tema condutor deste estudo reside na análise do Centro Velho de São Paulo como lugar de memória árabe e da hospitalidade ali praticada. Entre os objetivos específicos, a obra identifica os logradouros públicos que permanecem com toponímia árabe; registra mediante fotografias os estabelecimentos que vendem comidas típicas e produtos da culinária árabe; e apresenta entrevistas com os proprietários sobre seu empreendimento e com frequentadores usuais, investigando suas influências na sociedade de acolhimento. Pesquisa de natureza qualitativa, fundamentada no método etnográfico, apoia-se no estudo descritivo e exploratório, por meio da observação participante. Para os árabes pertencentes à colônia, essa região é considerada como certa na compra de produtos alimentícios árabes, além de lugar do começo de uma nova empreitada, uma tentativa de melhorar de vida que vingou tanto aqui, no país acolhedor, quanto em seu território de origem.

“No fim do Império, Brasil tentou substituir escravo negro por ‘semiescravo’ chinês” (por Ricardo Westin, Arquivo S, Agência Senado)

Documentos históricos guardados no Arquivo do Senado, em Brasília, mostram que as relações entre [Brasil e China] remontam à época de dom Pedro II. Em 1880, o governo imperial enviou diplomatas ao outro lado do mundo para assinar um tratado bilateral por meio do qual o Brasil esperava substituir os escravos negros por “semiescravos” chineses.

https://www12.senado.leg.br/noticias/especiais/arquivo-s/no-fim-do-imperio-brasil-tentou-substituir-escravo-negro-por-201csemiescravo201d-chines

“A história do alemão enterrado em faculdade de SP que fundou uma poderosa sociedade secreta” (por Edison Veiga, BBC News Brasil)

Oficialmente, a Bucha foi fundada em 4 de julho de 1830, com professores, alunos e pessoas importantes da sociedade como associadas. Coube ao alemão organizar seus estatutos e seu código moral. ‘A não ser meia dúzia de membros, os demais ignoravam os fins, aliás louváveis, dessa instituição’, escreve Schmidt. ‘O número de sócios elevou-se logo mais de 200. As mensalidades e joias ficaram a critério dos doadores.’

https://www.bbc.com/portuguese/curiosidades-49239545

Sugestão de leitura: “Migrações, educação e desenvolvimento: convergências e reflexões”, Andrea Helena Petry Rahmeier; et al (Orgs.)

RAHMEIER, Andrea Helena Petry; et al (Orgs.). Migrações, educação e desenvolvimento: convergências e reflexões. Porto Alegre (RS): Editora Fi, 2019 (vol. 1, 2 e 3).

Apresentação

Nos últimos duzentos anos, desde o princípio do século XIX, o mundo tem vivenciado um complexo e efusivo panorama de fluxos migratórios. Impulsionados pelos mais diversos motivos, as migrações representam em si processos de mudança – tanto para os que partem quanto para aqueles que recebem. Os avanços tecnológicos, especialmente nos campos do transporte e da comunicação, cooperaram – e cooperam – para essas manifestações. Em um mundo globalizado – onde as fronteiras, não restritas ao espaço geopolítico territorialmente delimitado, mas que perpassam os aspectos socioculturais grupos humanos –, analisar e refletir sobre o papel migratório nessas rupturas e permanências é um fator essencial para se compreender a realidade histórica e atual em que vivemos. Sabemos que os estudos migratórios tem vivenciado uma importante renovação nas últimas duas décadas, com um leque mais amplo de abordagens, conceitos, teorias, metodologias e relações entre campos de conhecimento. Essa renovação, de grande importância, proporcionam releituras dos processos de migração ocorridos durante os séculos XIX e XX, assim como um entendimento dos enredamentos sociais, políticos, culturais, religiosos e econômicos que permeiam as manifestações deste início do século XXI. Para esta publicação que ora apresentamos, foram escolhidos três campos norteadores principais, que são as migrações, os espaços educativos e o desenvolvimento regional. Este fio condutor interage com múltiplas áreas temáticas, como a religiosidade, o patrimônio cultural, as práticas docentes, as relações com o meio ambiente, as questões de gênero e etnicidade, entre outras. Os capítulos desta obra, agrupados em doze eixos temáticos, subsidiam reflexões importantes, tendo em vista a gama ampliada de interpretações que suscitam, as fontes que utilizam, o trato teórico-metodológico que se aplica, entre diversos outros pontos que poderiam aqui serem citados.