“Os britânicos e os clubes de cricket na São Paulo do século XIX (anos 1870 -1890)”, Vitor Andrada Melo, Eduardo Souza Gomes, Revista História (São Paulo), n. 178, 2019

Resumo

Assim como ocorreu em muitos países, no Brasil, as primeiras iniciativas esportivas foram protagonizadas por britânicos. Em São Paulo, isso se tornou visível a partir da década de 1870. Considerando a relevância dessas situações no que tange à conformação de uma cultura citadina, o objetivo deste artigo é discutir as experiências dos clubes de críquete fundados na capital paulistana nas últimas três décadas do século XIX, com especial interesse pelas dinâmicas de sociabilidade. Para alcance do intuito utilizamos como fontes periódicos publicados na cidade e no Rio de Janeiro. Esperamos entender como essas iniciativas tiveram relação com o desenvolvimento de outros esportes, entre os quais o futebol. Tratou-se de um processo de trânsito cultural que nos permite lançar um olhar sobre nossa formação societária.

Palavras-chave: História de São Paulo – história do esporte – críquete – futebol – trânsito cultural.

“Sírios e libaneses no oeste paulista – décadas de 1880 a 1950” – Oswaldo Truzzi, Revista Brasileira de Estudos de População

Resumo

O artigo busca explorar os condicionantes e características distintivas da inserção socioeconômica de sírios e libaneses no interior paulista, entre as décadas de 1880 e 1950. Do início difícil como mascates, portadores de uma cultura distante, os sírios e libaneses lograram se firmar como comerciantes, aproveitando as oportunidades que suas redes (de parentes e conterrâneos) e a economia cafeeira em expansão ofereciam, estabelecendo-se sobretudo nos ramos de roupas, tecidos e armarinhos de secos e molhados e de gado e cereais. Tomando como fonte principal uma série de obras – acadêmicas e memorialísticas –, nas quais o imigrante sírio e libanês é retratado no interior, o artigo indica ainda as principais regiões do oeste paulista nas quais o grupo se concentrou, discute trajetórias que ilustram algumas das possibilidades de mobilidade, a formação de lideranças, o modo como as práticas religiosas se transformaram e a mobilidade acentuada – como doutores e políticos – conquistada por estratos da primeira geração nascida no Brasil.

Palavras-chave: Sírios e libaneses. Oeste paulista. Mobilidade socioeconômica. Integração. Identidade. Lideranças étnicas.

“Fontes para Estudos da Entrada de Estrangeiros e de Imigrantes no Brasil” (Revista Acervo)

O Arquivo Nacional tem sob sua guarda um volume considerável de documentos de grande importância para o estudo do tema em questão. Para pesquisas sobre entrada de imigrantes, estão disponíveis aos pesquisadores vários conjuntos documentais.

Acervo, Rio de Janeiro, v. 10, n. 2, p. 223-228, jul/dez, 1997.

Emigração madeirense/Imigração na Madeira (PT)

FREITAS, Nelly de. Entre as vinhas e os cafezais: o perfil dos madeirenses que navegaram rumo a São Paulo entre 1888 e 1899. In: SANTO, Carlota, MATOS, Paulo Teodoro (coord.). A Demografia das Sociedades Insulares Portuguesas: séculos XV a XXI. Braga (PT): Edição CITCEM – Centro de Investigação Transdisciplinar “Cultura, Espaço e Momória”, 2013, p. 77-103.

“Ingleses em Pernambuco” (por Semira Adler Vainsencher, FUNDAJ); Documentário “Cemitério dos Ingleses guarda histórias, lembranças e lendas” (Diário de Pernambuco)


No começo do século XIX, quando o príncipe regente D. João abriu os portos do País, os ingleses começaram a chegar ao Brasil – em especial, para São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Recife. A Inglaterra era possuidora de uma frota poderosa que percorria o mundo, e os ingleses esperavam encontrar aqui uma boa oportunidade para expandir sua indústria e comércio, bem como obter o máximo de lucro.

Naquela época, a cidade do Recife possuía, aproximadamente, 200.000 habitantes, e a colônia inglesa já se apresentava de forma bastante expressiva…


Revista de História da Biblioteca Nacional. Dossiês imigrações: alemã, italiana, judaica, árabe e cigana.

Edição nº 102 – março de 2014

“Nesta edição da Revista de História, a imigração alemã a partir do século XIX: perfil dos imigrantes, motivação e critérios dos destinos escolhidos”.

“Alemães para toda obra” – Rodrigo Trespach

https://web.archive.org/web/20160416050109/http://rhbn.com.br/secao/capa/alemaes-para-toda-obra

“À procura de um fantasma” – Frederik Schulze

https://web.archive.org/web/20160418235620/http://rhbn.com.br/secao/capa/a-procura-de-um-fantasma

“As Alemanhas encantadas” – Glen Goodman

https://web.archive.org/web/20160415161212/http://rhbn.com.br/secao/capa/as-alemanhas-encantadas

“A língua de Goethe na política” – Igor Gak

https://web.archive.org/web/20160416045656/http://rhbn.com.br/secao/capa/a-lingua-de-goethe-na-politica

“Ousadia e transgressão” – Michelle Trugilho Assumpção”

https://web.archive.org/web/20160416035235/http://rhbn.com.br/secao/capa/ousadia-e-transgressao

Edição nº 72, setembro de 2011

“Caminhos que se cruzam”

“Imigração tridifícil” – Luiza Horn Iotti

https://web.archive.org/web/20160419000449/http://rhbn.com.br/secao/capa/imigracao-tridificil

“Buona gente capixaba” – Aurélia H. Castiglioni

https://web.archive.org/web/20160419000245/http://rhbn.com.br/secao/capa/buona-gente-capixaba

“A essência do gesto” – Rubens Ricupero

https://web.archive.org/web/20160415205251/http://rhbn.com.br/secao/capa/a-quintessencia-do-bras

“Avanti, São Paulo!” – Luigi Biondi

https://web.archive.org/web/20160416050709/http://rhbn.com.br/secao/capa/mao-na-massa

“Colcha de retalhos” – Antonio de Ruggiero

https://web.archive.org/web/20160416045903/http://rhbn.com.br/secao/capa/colcha-de-retalhos

“Bem-vinda baderna” – Pedro Paulo Malta

https://web.archive.org/web/20160416050540/http://rhbn.com.br/secao/capa/bem-vinda-baderna

“Amazônia nostra” – Marília Ferreira Emmi

https://web.archive.org/web/20160416050626/http://rhbn.com.br/secao/capa/amazonia-nostra

Edição nº 58 – julho de 2010

“Desde o início” – Ângelo Adriano Faria Assis

https://web.archive.org/web/20160418234223/http://rhbn.com.br/secao/capa/desde-o-inicio

“Colonizadores da América” – Leonardo Dantas Silva

https://web.archive.org/web/20160415140354/http://rhbn.com.br/secao/capa/colonizadores-da-america

“Liberdade com restrições” – Keila Grimberg

https://web.archive.org/web/20160418233534/http://rhbn.com.br/secao/capa/liberdade-com-restricoes

“Seleção questionável” – Fábio Koifman

https://web.archive.org/web/20160418233534/http://rhbn.com.br/secao/capa/liberdade-com-restricoes

Edição 46 – julho de 2009

“Sentindo-se em casa” – Oswaldo Truzzi

https://web.archive.org/web/20160413085549/http://rhbn.com.br/secao/capa/sentindo-se-em-casa

“Fazemos qualquer negócio” – John Tofik Karam

https://web.archive.org/web/20160413125546/http://rhbn.com.br/secao/capa/fazemos-qualquer-negocio

“Árabes com Cristo” – Paulo Gabriel Hilu da Rocha Pinto

https://web.archive.org/web/20161220113120/http://rhbn.com.br/secao/capa/arabes-com-cristo

“Da alface ao cafezinho” – Paulo Daniel Farah

https://web.archive.org/web/20160413120304/http://rhbn.com.br/secao/capa/da-alface-ao-cafezinho

Edição 14 – novembro de 2006

“Fazer o quê?” – Andréa Lisly Gonçalves

https://web.archive.org/web/20160412124027/http://rhbn.com.br/secao/capa/fazer-o-que

“Ladrões de crianças” – Cristina Betioli Ribeiro

https://web.archive.org/web/20160413005349/http://rhbn.com.br/secao/capa/ladroes-de-criancas

“Lundu à cigana?” – Samuel Araújo e Antonio Guerreiro de Faria

https://web.archive.org/web/20160413005349/http://rhbn.com.br/secao/capa/ladroes-de-criancas

“Meirinhos aristocráticos” – Miriam Alves de Souza e Marco Antonio da Silva Mello

https://web.archive.org/web/20160412111124/http://rhbn.com.br/secao/capa/meirinhos-aristocraticos

“Antepassados Negros: genealogia para brasileiros Afro-descendentes” (Tiago Fappi)

“O tema genealogia não é um tema simples de ser discutido. Muitas pessoas associam o tema à busca por antepassados ricos, nobres, europeus, e por ai vai. Não tratamos o tema com profundidade para entender seus reais efeitos sobre o auto conhecimento daquele que consegue conhecer sua própria história através de seus antepassados. A historiografia quase não se ocupa deste tema, a não ser de relâmpago. Poucos livros abordam o assunto, aliás, é bem difícil de se
encontrar por ai livros sobre este tema. Os brasileiros também tem se dedicado pouco a esse tema, com exceção daqueles descendentes de europeus buscando adquirir uma dupla cidadania ou revivendo a história dos antepassados. Pense você agora se em algum momento você já teve contato com a genealogia de uma família de pessoas negras. Acho que não. Você conhece alguma pessoa negra que seja capaz de indicar com clareza qual antepassados seu foi de fato escravo?
Essas foram perguntas que eu sempre me fiz e nunca tive uma resposta. É realmente bem raro conhecer aqueles que possam de fato indicar com precisão seus antepassados escravos, ou até mesmo indicar algum grau de parentesco que esteja acima dos bisavós”.

 

FAPPI, Tiago. Antepassados Negros: genealogia para brasileiros Afro-descendentes. Edição do autor. Leipzig, 2018.

(PDF) Antepassados_Negros_Genealogia_para_afro (1)

Franceses no Ceará

(Imagem extraída do Diário do Nordeste)

“Relembre 8 influências da cultura francesa sobre Fortaleza ao longo dos anos” (Diário do Nordeste)

http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/cadernos/cidade/online/tbt-relembre-8-influencias-da-cultura-francesa-sobre-fortaleza-ao-longo-dos-anos-1.1830412

 

GIRÃO, Raimundo. Franceses no Ceará. Revista da Academia Cearense de Letras, n. 13, 1953, p. 72-84.

(PDF) ACL_1953_13_Franceses_no_Ceara_Raimundo_Girao

“A Colônia Leopoldina-Frankental na Bahia Meridional. Uma Colônia europeia de plantadores no Brasil”, por Carlos H. Oberacker Jr.

“Toda a colonização germânica no Brasil é caracterizada pela pequena propriedade e o tamanho da terra pelo proprietário e sua família. Os três Estados sulinos e até o Estado do Espírito Santo muito devem à este sistema, pois foi a base do seu progresso econômico, social e cultural. Nestas colônias o aproveitamento de escravos era severamente proibido. Destas colônias assim distinguidas havia, no entanto, uma exceção, a colônia Leopoldina no extremo Sul da Bahia, a que estava anexa a pequena colônia Frankental. Ambas transformaram-se após os seus proprietários terem tentado um sistema de trabalho e cultura coletivos numa aglomeração de fazendas, isto é em propriedades individuais de plantadores, trabalhadas por escravos africanos”.

OBERACKER JR., Carlos H. A Colônia Leopoldina-Frankental na Bahia Meridional. Uma Colônia européia de plantadores no Brasil. In: Jahrbuch für die Geschichte von Staat, Wirtschaft und Gesellschaft Lateinamerikas, 24. Köln: Böhlau, 1987, p. 455-479.

(PDF) A colonia Leopoldina-Frankental na Bahia Meridional Uma colonia europeia de plantadores no Brasil

Imigração de confederados norte-americanos no Brasil

JEFFERSON, Mark. Uma colônia Americana no Brasil, p. 81-88.

(PDF) Revista de imigraçao e colonizaçao ano IV_n 4_1943

RIOS, José Arthur. A imigração de confederados norte-americanos no Brasil, p. 3-10 (parte 1)

(PDF) Revista de imigraçao e colonizaçao ano IX_n 3_1948

RIOS, José Arthur. A imigração de confederados norte-americanos no Brasil, p. 11-20 (parte 2)

(PDF) Revista de imigraçao e colonizaçao ano X_jan_dez_1949