“A China e os chins: recordações de viagem” (Henrique Carlos Ribeiro Lisboa)

O tema da imigração, principal fim da missão brasileira na China, mereceu especial atenção de Henrique Lisboa, que analisou as experiências de outros países que receberam imigrantes chineses e, bem assim, a opinião de intelectuais brasileiros.

LISBOA, Henrique Carlos Ribeiro. A China e os chins: recordações de viagem. 1ª reed. Rio de Janeiro: Fundação Alexandre de Gusmão/CHDD, 2016.

“The National Library of Israel”

A Biblioteca Nacional de Israel, localizada no Campus Givat Ram da Universidade Hebraica de Jerusalém, é a única entre as grandes bibliotecas do mundo que abriga um dos maiores acervos da memória nacional da nação israelense e do povo judeu em todo mundo.

https://web.nli.org.il/sites/NLI/English/collections/personalsites/CAHJP/Pages/default.aspx

https://web.nli.org.il/sites/NLI/English/collections/personalsites/red-lajan/Pages/Memoria-Judaica-de-Pernambuco.aspx

Cemitério Municipal de Jahu [SP] “Ana Rosa de Paula” tem seu cadastro de cerca de 80.000 sepultamentos – o primeiro data de 1892 – disponibilizado online

Conforme os registros existentes na sua Administração, o primeiro sepultamento fora realizado em 16 de outubro de 1892: uma criança de origem espanhola, com nove meses de idade. Os registros anteriores eram feitos pela Igreja Católica localizada em Brotas, desde batistério ao óbito, por isso a Necrópole de Jahu não possui registros dos sepultamentos dos fundadores e colonizadores da cidade. Desta forma, desde a fundação da cidade em 15 de agosto de 1853 até o primeiro registro na necrópole em 16 de outubro de 1894 os registros estão sob a guarda de Arquidiocese de São Carlos.

Com a modernização da maquina administrativa pelo atual governo a partir de 2001, o Cemitério também sofreu mudanças, sendo informatizado e hoje possui um cadastro de cerca de 80.000 sepultamentos que podem ser encontrados no site da Prefeitura Municipal de Jahu, facilitando a pesquisa para as pessoas que querem a dupla cidadania e também para fins de estudo ou de formação da árvore genealógica da família.

Para consultar, acesse o site:

http://www.jau.sp.gov.br/cemiterio/index.php?tipo=historia

“Italiani all’estero: i diari raccontano” (Fondazione Archivio Diaristico Nazionale)

O projeto Italiani all’estero: i diari raccontano, de Nicola Maranesi, é um precioso acervo que reúne cartas, fotos, diários e lembranças de alguns dos mais de 30 milhões de italianos que emigraram para o exterior desde a Unificação da Itália, em 1861. As histórias foram coletadas pelo Archivio Diaristico Nazionale di Pieve Santo Stefano.

Para sua realização, o projeto contou com a contribuição da Direzione Generale per gli Italiani all’Estero e le Politiche Migratorie del Ministero degli Affari Esteri e dela Cooperazione Internazionale.

Segundo a secretária geral do Ministero degli Affari Esteri, Elisabetta Belloni, o objetivo é alcançar os milhões de ítalo-descendentes que vivem no exterior para mostrar “que seu país não os esqueceu”.

Para acessar o acervo:

https://www.idiariraccontano.org

“RomArchive” – acervo digital criado para preservar a arte e a cultura cigana

O RomArchive é um projeto que envolve cerca de 150 pessoas de quinze países da Europa. Entre elas, destacam-se artistas, acadêmicos, teóricos e ativistas. O projeto tem como objetivo preservar a arte e a cultura cigana, apresentando uma narrativa contada pelos próprios integrantes da comunidade, para destacar sua rica herança cultural, que é parte da cultura europeia, apesar de muitas vezes ignorada.

Trata-se de um enorme e valioso acervo digital composto por fotos, textos, vídeos e áudios, que reúne material coletado de coleções particulares, museus, arquivos e bibliotecas. Este material está separado em dez seções: fotografias; artes visuais; filmes; dança; teatro e drama; flamenco; literatura; música; movimento pelos direitos civis Romani; e “Vozes das vítimas” (holocausto).  

O RomArchive está disponível em três línguas: inglês, alemão e romani.

Photography of a Roma flamenco group “Zambra Gitana” in a cave (postcard, Spain, 1900 – Collection Gonzalo Montaño Peña – RomArchive)

https://www.romarchive.eu/en/

“As Escolas da Emigración – Un proxecto do Arquivo da Emigración Galega” (Consello da Cultura Galega)

O proxecto

Recuperar o legado educativo da emigración.

As escolas

Como as concibiron os emigrantes.

Crónica do ensino

Como vozes duas que viviron.

As Sociedades instrutivas

Seleção bibliográfica

“Fontes diplomáticas: documentos da imigração italiana no Rio Grande do Sul” (Vania Beatriz Merlotti Heredia e Gianpaolo Romanato)

Os boletins da imigração italiana ora publicados se constituem importante fonte para as investigações desse fenômeno e trazem informações variadas, artigos, notas, dados estatísticos, informações dos locais de destino, relatos, visões de um mundo novo. Está consolidada a ideia de que as fontes diplomáticas acerca da migração se estabelecem como elementos fundamentais para os estudos da imigração, além de ser uma fonte oficial.

HEREDIA, Vania Beatriz Merlotti, ROMANATO, Gianpaolo (orgs.). Fontes diplomáticas: documentos da imigração italiana no Rio Grande do Sul. Caxias do Sul, RS: EDUCS, 2016.

A publicação foi dividida em quatro tomos:

Tomo I

Tomo II

Tomo III

Tomo IV

“Naturalização” (por José Tavares Bastos, 1925)

AO LEITOR

O intuito que tivemos, ao confeccionar o presente livro, foi reunir tudo que se acha esparso a respeito da naturalização, e facilitar ao extrangeiro, ao chegar ao nosso paiz, a consulta perfeita e segura sobre assumpto tão importante. Não nos limitamos a reproducção exclusiva da actual legislação sobre naturalização ; fomos um pouco além. Desde o primeiro Decreto do Governo Provisório até o ultimo do actual Poder Executivo estudamos com o máximo cuidado. São encontrados do regimen extincto : Lei de 23 de Outubro de 1832; Lei n.o 23, de 18 de Setembro de 1835; Lei n.o 397, de 3 de Setembro de 1846; Lei n.° 518, de 31 de Janeiro de 1850; Lei n.° 601, de 18 de Setembro de 1850; Lei n.° 712, de 16 de Setembro de 1853; Dec. n.° 1257, de 6 de Setembro de 1865; Lei n.° 1950, de 12 de Julho de 1879; Lei n.° 3140, de 30 de Outubro de 1882; Dec. de 14 de Janeiro de 1823; Decs, de 23 de Agosto e 9 de Setembro de 1826; Dec. de 14 de Agosto de 1827; Dec. n.o 1096, de 10 de Setembro de 1860; Dec. n.o 1950, de 12 de Julho de 1871; Aviso n.o 291, de 10 de Outubro de 1832; Aviso n.° 206, de 21 de Abril de 1837; Aviso n.° 75, de 10 de Julho de 1850; Aviso n.o 145, de 28 de Março de 1865; Aviso-circular n.° 291, de 11 de Agosto de 1873 e Circular de 20 de Agosto de 1861. Assim, são encontrados pela ordem, os seguintes Decretos expedidos na primeira phase da Republica:

— Governo Provisório : — Decretos n.° 13-A, de 26 de Novembro de 1889; n.° 58-A, de 14 de Dezembro de 1889; a.o 277-D, de 22 de Março de 1890; n.° 396, de 15 de Maio de 1920; n.° 200-A, de 8 de Fevereiro de 1890; n.° 479, de 13 de Junho de 1890 e n.° 773, de 20 de Setembro de 1890. — Leis, Decretos e Regulamentos posteriores á Constituição : Constituição Federal; Decretos n.° 904, de 12 de Novembro de 1902; n.° 1805, de 12 de Dezembro de 1907; n.° 6948, de 14 de Maio de 1908; 10 de Maio de 1910 e n.° 9193, de 6 de Dezembro de 1911. As annotações são feitas de accôrdo com a interpretação dada pela nossa mais elevada Corte Judiciaria da Republica — o Supremo Tribunal Federal. O leitor encontrará o Aviso do Governo com a relação de todas as leis promulgadas até então, decretos e avisos sobre tão magno assumpto, convenções ultimas, etc. Saberá o extrangeiro quaes os effeitos da naturalização no direito publico, civil, commercial e criminal. Sendo de dificílima acquisição o “Protesto,, dos Governos Extrangeiros contra o Decreto n.° 58-A, de 15 de Dezembro de 1899, damol-o na integra. Por ultimo vem o Formulário. Este é completo e elaborado com extrema clareza. O extrangeiro que queira naturalizar-se com facilidade o manuseará. O trabalho único que terá é copiar os modelos e seguir os conselhos dados. Nelle vêm todas as formulas das petições exigidas para o caso, com as «folhas corridas» da Policia e da Justiça criminal, até a remessa dos documentos, a expedição da carta de naturalização e caducidade do titulo.

Victoria- 1925.

O AUTOR.

Fonte: Biblioteca Digital do STF

“Imigração chinesa”, Joaquim Nabuco, sessões de 1-9-1879 e 3-9-1879

Vou expor à Câmara, ainda que com mais ordem, porém muito rapidamente, quais foram os pontos de vista em que me coloquei para combater a imigração chinesa. Perguntei em primeiro lugar se os chins eram reclamados pela lavoura e provei que não. A lavoura do Norte não os quer, a lavoura do Sul não os pediu. Mas, sendo os chins reclamados pela lavoura, serão eles convenientes? Não, por muitos motivos: etnologicamente, porque vêm criar um conflito de raças e degradar as existentes no país; economicamente, porque não resolvem o problema da falta de braços; moralmente, porque vêm introduzir na nossa sociedade essa lepra de vícios que infesta todas as cidades onde a imigração chinesa se estabelece; politicamente, afinal, porque, em vez de ser a libertação do trabalho, não é senão o prolongamento, como até disse o nobre ministro, do triste nível moral que a caracteriza e a continuação ao mesmo tempo da escravidão. Coloquei a questão nestes termos: é o chim pedido? Não. É reclamado? Não. É conveniente? Não. E, depois de tudo isto, pode o nobre ministro obter o chim? Não. Não pode obter o chim para a lavoura.

Consultar os textos:

NABUCO, Joaquim. Imigração chinesa. In: _____. Textos de Munhoz da Rocha Netto e Gilberto Freyre e seleção de discursos de Gilberto Freyre. 2ª ed. ampl., Brasília: Câmara dos Deputados, Edições Câmara, 2010, Sessão de 1-9-1879, p. 213-240.

NABUCO, Joaquim. Resposta ao Ministro de Estrangeiros sobre a imigração chinesa. In: _____. Textos de Munhoz da Rocha Netto e Gilberto Freyre e seleção de discursos de Gilberto Freyre. 2ª ed. ampl., Brasília: Câmara dos Deputados, Edições Câmara, 2010, Sessão de 3-9-1879, p. 241-249.