“Persépolis” – livro e filme

LIVRO

SATRAPI, Marjane. Persépolis. Trad. Paulo Werneck. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.

SINOPSE

“A visão feminina do Irã sob os olhos atentos de uma testemunha, que vê de perto as consequências da Revolução Islâmica em seu país. Este é o cenário de ‘Persépolis (Completo)’ (Companhia das Letras, 2008), autobiografia em quadrinhos de Marjane Satrapi. Após a revolução, ocorrida em 1979, a autora, então com 10 anos, é obrigada a estudar em uma escola religiosa e a usar véu, sem entender o porquê disto.

De família moderna e politizada, ela acompanha as transformações em seu país, assim como os protestos contra a ditadura religiosa que fora implantada. Aos 14 anos, Marjane vai morar na Europa, onde luta para não perder sua identidade. Após quatro anos, volta ao Irã e percebe que está ocidentalizada demais para ser aceita pelo seu antigo grupo. Lançada em 2000, na França, a obra ganhou continuidade até 2003, quando foi publicado o último volume desta envolvente história. Em 2004, a série foi publicada no Brasil, tendo os quatro livros reunidos em uma única obra em 2008″. (por Livraria da Folha)

FILME

Persépolis é um filme de animação, dirigido por Marjane Satrapi e Vincent Parannaud, que sintetiza os quatro volumes da obra homônima de Marjane Satrapi.

Filme “Brooklin”, dirigido por John Crowley, 2015.

Em meados do século XX, uma jovem irlandesa emigra para os Estados Unidos e vai morar no bairro do Brooklin, NY. Superação é a palavra-chave do filme, que possui uma rica reconstituição de época e belíssimo cenário.

O filme é baseado no romance homônimo do escritor Colm Tóibín. No Brasil, o romance foi lançado pela Editora Companhia das Letras.

O filme “Pelle, o conquistador” (DVD), direção de Bille August, 1987, aborda as condições de vida dos trabalhadores rurais na antiga Dinamarca, evidenciando diversas formas de violência: exploração do trabalhador, trabalho infantil, bullying, violência física e violência de pai contra filho.

Sinopse

“Final do Século XIX. Um navio cheio de imigrantes suecos chega à ilha dinamarquesa de Bornholm. Entre os imigrantes estão Pelle (Pelle Hvenegaard) e seu pai Lasse (Max von Sydow), que dependem um do outro par sobreviver. Lasse, um velho viúvo com poucas chances de conseguir um bom emprego, em seu novo lar, uma fazenda na Dinamarca é forçado a trabalhar sob condições de camponeses, patrões e mulheres infelizes. Enquanto o jovem Pelle aprende a falar o dinamarquês e assiste às terríveis humilhações que sofre seu pobre pai, começa a perceber sua necessidade em ser independente. Ele precisa crescer mesmo antes de atingir a puberdade para não enfrentar o mesmo triste destino de seu pai. Mas, nenhum deles quer desistir de seu sonhos, e lutam para encontrar uma vida melhor do que aquela que deixaram na Suécia.”

O filme “Novo Mundo” (Nuovomondo), dirigido por Emanuele Crialese, 2006, traça, em tom de crítica, alguns paralelos passado-presente da política imigratória dos Estados Unidos. Ele mostra as dificuldades de uma família siciliana, no início do século XX, que abandona sua terra natal em busca de trabalho, oportunidades e riqueza. O drama é marcado por três momentos: os preparativos para a viagem, a travessia do Atlântico e a quarentena na Ilha Ellis.

O filme japonês “Okuribito”, traduzido para o público brasileiro como “A partida”, explora o estigma social das pessoas que lidam com a morte em sua ocupação, mostrando como são excluídas da hierarquia social. Ilustra como essas pessoas são vistas como estranhas, como “estrangeiras” em suas próprias cidades. A trilha sonora do filme é extraordinária.”Okuribito” ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2009.

O filme “Sonhos Tropicais” (2001), dirigido por André Sturm, resgata a imigração de jovens polonesas atraídas com a falsa promessa de casar e constituir família no Brasil. A trama remonta ao início de século XX, no Rio de Janeiro, período pós-abolição, de crescente fluxo migratório e de medidas de combate às doenças que afetavam a população, cujo encarregado era Oswaldo Cruz.