Lembre-se dos migrantes e refugiados! Boas Festas!

Neste Natal, mais uma vez, o ônus da falta de moradia irá ofuscar a época festiva para os migrantes, que são privados de um abrigo seguro e permanente. Assim como no passado, vemos as trilhas de famílias inteiras que cruzam as fronteiras em busca de melhores condições econômicas. São milhões de pessoas que escolhem ir embora de suas terras natais por uma combinação complexa de razões como a pobreza, falta de acesso à saúde, educação, água, comida, moradia, consequências da degradação ambiental ou mudanças climáticas, deixando para trás seus entes queridos.

Nós vemos também os rastros de milhões de pessoas que não escolhem ir embora, mas são forçadas a cruzar as fronteiras nacionais em busca de proteção em outros países devido aos temores da perseguição, conflito, violências ou circunstâncias adversas, frequentemente perigosas e intoleráveis. São os refugiados que deixam suas casas, seus entes queridos e suas pátrias.

Assim como muitas tradições religiosas, o Natal desperta os valores da compaixão, esperança, doação e família. Que este Natal seja especialmente marcado pelas nossas orações aos migrantes e refugiados, especialmente às crianças que viajam em condições extremamente perigosas.

Aos estimados seguidores, leitores e amigos expresso meus agradecimentos e os mais sinceros e cordiais votos de Feliz Natal. Desejo que 2019 seja um ano repleto de prosperidade, crescimento, saúde e felicidade para todos.

Dedico a todos esta belíssima canção palestina cujo nome é Uhibbuka Rabbi Yasu’,  postada pela World Council of Churches no Natal de 2015, cantada em árabe e inglês.

As letras, em árabe e inglês, da música podem ser acessadas em PDF:

“8 de março: as mulheres faziam parte das classes perigosas” (por Eva Alterman Blay)

“Entre as militantes das classes mais altas, a desqualificação do operariado feminino não era muito diferente: partilhavam a imagem generalizada de que operárias eram mulheres ignorantes e incapazes de produzir alguma forma de manifestação cultural. A distância entre as duas camadas sociais impedia que as militantes burguesas conhecessem a produção cultural de anarquistas como Isabel Cerruti e Matilde Magrassi, ou o desempenho de Maria Valverde em teatros populares como o de Arthur Azevedo”.

Crédito da imagem: História Digital

 

https://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/8-de-marco-As-mulheres-faziam-parte-das-classes-perigosas-%25250D%25250A/4/15652

Em homenagem às mães de filhos migrantes, a belíssima letra da música “O imigrante”, Roberto Leal.

Imigrantes partindo

Tantos sonhos são desfeitos,
Uma mãe que afaga o peito,
Seu filho que vai partir.
Pra longe vai o imigrante,
Pra outra terra distante,
Outro caminho a seguir.
Mal ele sobe ao navio,
Ao coração dá-lhe um frio
Das saudades que já tem,
E olhando o lenço branco
Que se agita, vem o pranto,
E acena para ninguém.

Nunca mais, nunca mais,
À terra há de voltar.
Nunca mais, nunca mais,
À terra há de voltar.

Há pouco tempo chegaram,
Mais mil anos se passaram
Dentro do seu coração.
E, aos poucos, o desgosto
Deixou mazelas no rosto,
E calos na sua mão.
Mas manda cartas aos seus,
Dizendo graças a Deus
Pelo destino que tem.
Feliz, a mãe as recebe,
Jamais, nas linhas, percebe
Que sofre como ninguém.

Nunca mais, nunca mais,
À terra há de voltar.
Nunca mais, nunca mais,
À terra há de voltar.

E depois de alguns anos
De esperanças e desenganos,
Pela fé foi que venceu.
E foi com tanta alegria
Que ele viu chegar o dia
De poder rever os seus.
Hoje há festa na aldeia;
À noite, faz-se uma ceia
Pra alguém que vai chegar.
Tanto tempo tão distante,
Vem de volta o imigrante
Com o coração a cantar.

Nunca mais, nunca mais,
Sua terra há de deixar.
Nunca mais, nunca mais,
Sua terra há de deixar.