“As raízes nipônicas de Pernambuco” (por Artur Ferraz, Folha Pe)

Há 74 anos, oficiais do Império Japonês assinavam a ata de rendição que encerrou a Segunda Mundial. Imigrantes e descendentes que vivem no estado contam suas histórias .

Em Pernambuco, o senhor Kubo construiu há quase 50 anos sua Hiroshima particular: uma chácara às margens da PE-85, em Barra de Guabiraba, a 110 km do Recife. Diferente da Hiroshima do pós-guerra, que teve de se reerguer em meio aos destroços, a Hiroshima pernambucana foi criada em um mundo novo, pouco povoado, cheio de verde e longe do caos urbano, sendo mantida por décadas como espaço de cultivo de flores. Com chuvas regulares e uma altitude de mais de 450 metros acima do nível do mar, o município que fica na transição da Zona da Mata para o Agreste apresentava o terreno ideal para a produção. “Você precisa de um clima mais frio para as flores temperadas, como rosa, crisântemo, gipsofila, que o povo daqui não plantava”, conta. Casado com uma pernambucana, teve três filhos, dois homens e uma mulher.

https://www.folhape.com.br/noticias/noticias/zoom/2019/08/31/NWS,115105,70,637,NOTICIAS,2190-AS-RAIZES-NIPONICAS-PERNAMBUCO.aspx

“Cuando salí de mi tierra”, Fernando Arrabal – Revista de Prensa

Con qué desconsuelo estuve a punto de llorar varias veces en el vagón del tren que me condujo a París hace casi setenta años. Sin embargo, aquel 11 de diciembre de 1955 me imaginaba, como hoy me imagino, tan sólo provisionalmente desterrado. Con qué sorpresa me invadió (con encajes de irracionalidad) una excitación trenzada de pavor en el jarro de la esperanza. Fueron tantos los españoles que, mordiéndose los pies, emprendieron un periplo parecido sambenitados de emigrantes exiliados o viceversa. El historiador nos dedicó un capítulo, el sociólogo un panfleto, Kundera una novela y el popularísimo, entonces, Juanito Valderrama, una copla:

Cuando salí de mi tierra

volví la cara llorando

porque lo que más quería

atrás me lo iba dejando.

También atravesaron la frontera para nunca más volver otros compatriotas notorios de rango, colmados de corolas y coronas. Pero nada sabemos sobre ese instante crucial de sus vidas. Nunca se refirieron a él ¿para no rememorar los aldabonazos de las espinas y el fuego?

https://www.almendron.com/tribuna/cuando-sali-de-mi-tierra/

“How Italians Became ‘White’ – Vicious bigotry, reluctant acceptance: an American story” (by Brent Staples, The New York Times)

Racist dogma about Southern Italians found fertile soil in the United States. As the historian Jennifer Guglielmo writes, the newcomers encountered waves of books, magazines and newspapers that “bombarded Americans with images of Italians as racially suspect.” They were sometimes shut out of schools, movie houses and labor unions, or consigned to church pews set aside for black people. They were described in the press as ‘swarthy,’ ‘kinky haired’ members of a criminal race and derided in the streets with epithets like ‘dago,’ ‘guinea’ — a term of derision applied to enslaved Africans and their descendants — and more familiarly racist insults like ‘white nigger’ and ‘nigger wop.’

https://www.nytimes.com/interactive/2019/10/12/opinion/columbus-day-italian-american-racism.html

“Comunidade eslovena no Brasil” (Embaixada da República da Eslovênia em Brasília)

Os primeiros eslovenos chegaram ao Brasil por causa do acordo entre Itália e Brasil sobre a imigração de trabalhadores nos anos 80 e 90 do século 19. Muitas famílias vieram da região de Notranjska (interior), especialmente dos subúrbios de Postojna, Logatec e Cerknica e a maioria deles começou a trabalhar nas plantações de café no interior de São Paulo. Esta onda de migração, de acordo com dados atuais, não estabeleceu nenhuma associação própria, mas eram ativos na associação iugoslava chamada “Jugoslovanski sokol” cujas origens são do ano de 1908, em São Paulo.

Uma segunda onda de migração consistia de migrantes de Primorje, no período entre as duas guerras mundiais. Eslovenos em São Paulo fundaram sua primeira associação em 1928, que se chamava ORNUS (A celebração do nascimento da nova comunidade eslovena no Brasil). A segunda associação foi a Associação eslovena educacional, criada em 1929. A mais ativa foi a associação ORNUS que organizou o coral, o grupo musical de tamborica, o teatro, o departamento de suporte e o clube de xadrez. Colecionavam livros para a biblioteca eslovena, recebiam o jornal da Eslovênia, da União Européia e da Argentina. Na década de 30 também preparavam cursos de língua eslovena para as crianças. Em 1943 construíram o primeiro centro cultural e a associação alterou seu nome para Associação Cultural Eslovena Naš Dom. 

A última imigração chegou ao Brasil na década de 50 e 60 do século 20. Após a Segunda Guerra Mundial, muitos eslovenos colaboraram com a Associação de Amigos da Iugoslávia, que parou de funcionar após a desintegração da Iugoslávia.     

Alguns meses antes da independência da Eslovênia, um grupo eslovenos (Vladimir Ovca, Janez Hlebanja, Federico Hlebanja, Štefan Bogdan Šalej, Andrej Kranjc e Franciska Brunček) se reuniram na casa de Janez Hlebanja, em São Paulo, e formaram a Zvezo Slovencev Brazilije – União de Eslovenos no Brasil. Relacionada à iniciativa deste grupo ocasionalmente se publicava a Lipov List e formaram o coral e organizaram as aulas de língua eslovena. Os membros da associação se reúnem duas vezes por ano, no Natal e no dia da independência. Nos últimos anos, os jovens da emigração eslovena estão mais ativos em diferentes áreas e também tem a sua própria página web www.eslovenosnobrasil.wordpress.com.

A maioria dos eslovenos e dos seus antepassados vive no estado de São Paulo. Alguns também podem ser encontrados em outras cidades brasileiras como Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Fortaleza, Salvador e outras. Há especulações de que no Brasil estão vivendo entre 1000 e 5000 eslovenos. No Brasil também se pode encontrar uma nova geração de imigrantes que chegaram após a independência da Eslovênia.

Texto extraído do site da Embaixada da República da Eslovênia em Brasília: http://www.brasilia.veleposlanistvo.si/index.php?id=4169&L=19

“Mesmo com abertura de mercado, empresas fundadas por imigrantes alemães preservam identidade regional” (por Redação NSC)

Característica faz com que empresas alemãs invistam em Santa Catarina.

Aquela brincadeira de que alemão gosta de poupar é coisa séria. Tanto é que a poupança dos imigrantes alemães recém-chegados a Santa Catarina, a partir de 1829, resultou em empresas centenárias que, apesar da fama de tradicionais, só continuam no mercado pela inovação de seus processos.

Aquela brincadeira de que alemão gosta de poupar é coisa séria. Tanto é que a poupança dos imigrantes alemães recém-chegados a Santa Catarina, a partir de 1829, resultou em empresas centenárias que, apesar da fama de tradicionais, só continuam no mercado pela inovação de seus processos.

https://www.nsctotal.com.br/noticias/mesmo-com-abertura-de-mercado-empresas-fundadas-por-imigrantes-alemaes-preservam

“Cultura árabe: mais conhecimento, menos estereótipos” (por Lugares pelo mundo)

Precisamos falar sobre estereótipos e desinformação! Criados a partir de uma visão ocidental, que na maioria das vezes é preconceituosa, alguns estereótipos árabes são muito claros visíveis em nossa sociedade. Às vezes eles parecem ser inofensivos e até bobos para nós, ocidentais, mas toda a rotulação diminui e resume a cultura de um povo que possui milhares de anos de existência e uma história linda e forte.

A melhor forma de combatê-los é com a informação. Aprender sobre os árabes ajuda a diminuir o preconceito e ver qual é sua verdadeira realidade.

https://lugarespelomundo.com.br/cultura-arabe-mais-conhecimento-menos-estereotipos/?fbclid=IwAR3-tQvl3ETIjRqCXW1pxtYvbZjiI5uhWrhgSjiw4fCtjjGZLedQ3–MCu4

“The time a president deported 1 million Mexican Americans for supposedly stealing U.S. jobs” (by Diane Bernard – The Washington Post)

Fear swept Mexican communities nationwide throughout the early 1930s as local law enforcement rounded up people in parks, hospitals, markets and social clubs, crammed them onto chartered trains and deposited them across the border.

https://www.washingtonpost.com/news/retropolis/wp/2018/08/13/the-time-a-president-deported-1-million-mexican-americans-for-stealing-u-s-jobs/?noredirect=on

“Southern (American) hospitality: Italians in Argentina and the US during the Age of Mass Migration” (by Santiago Pérez – VOX)

The US and Argentina were the two most common destinations for Italian migrants in the early 20th century. But their experiences as immigrants in each country differed widely. Italians in Argentina became homeowners and were less likely to be employed as unskilled labourers than they were in the US, where they had uncommonly low family incomes and rates of home ownership. This column examines the source of these differences and seeks to understand why so many Italians chose to settle in a country that offered them limited prospects for upward mobility.

https://voxeu.org/article/italians-argentina-and-us-during-age-mass-migration?utm_source=dlvr.it&utm_medium=twitter

“No fim do Império, Brasil tentou substituir escravo negro por ‘semiescravo’ chinês” (por Ricardo Westin, Arquivo S, Agência Senado)

Documentos históricos guardados no Arquivo do Senado, em Brasília, mostram que as relações entre [Brasil e China] remontam à época de dom Pedro II. Em 1880, o governo imperial enviou diplomatas ao outro lado do mundo para assinar um tratado bilateral por meio do qual o Brasil esperava substituir os escravos negros por “semiescravos” chineses.

https://www12.senado.leg.br/noticias/especiais/arquivo-s/no-fim-do-imperio-brasil-tentou-substituir-escravo-negro-por-201csemiescravo201d-chines