Sugestão de leitura: “Baal: um romance da imigração” (Betty Milan)

MILAN, Betty. um romance da imigração. Rio de Janeiro: Record, 2019.

Sinopse

Um inquietante romance sobre imigração de Betty Milan. O homem imigra desde sempre. Mas a história subjetiva da imigração é pouco contada. Quais as consequências do desenraizamento? O que significa ser o estrangeiro?

Baal é uma história familiar. O patriarca e personagem principal, Omar, narra um drama sempre atual: o da imigração. No final do século XIX, quando seu melhor amigo é capturado por uma milícia para servir no exército inimigo, Omar é forçado a sair do seu país no Oriente Médio. Ao fugir da aldeia, coração partido, jura que voltará para buscar a família e a noiva.
Embarca para os trópicos, atravessa o oceano e começa a vida na mascatagem, como os conterrâneos que emigraram para o Novo Mundo. Valendo-se da sua força física e da inteligência, vence as dificuldades, torna-se um próspero atacadista e constrói um palácio, Baal, “uma joia do Oriente no Ocidente”, para sua filha única, Aixa, e a família dela.
Só que, depois de falecer, os descendentes dilapidam a sua fortuna. O patriarca, que morreu sem poder descansar em paz por causa dos conflitos familiares, vê a guerra do país natal se repetir no país da imigração.
Indignado com o comportamento dos netos, Omar os culpa por não se darem conta da sua luta e do alto custo do berço de ouro que lhes proporcionou. Associa a crueldade deles à vergonha das origens. Diz que, além de xenófobos, são desmemoriados, “sucumbiram no fundo negro do esquecimento”. Para se opor a isso, ele relembra a história.
A rememoração o obriga, no entanto, a reconhecer os seus erros. Não se empenhou em transmitir o que aprendeu na travessia e, por preconceito em relação às mulheres, não formou a filha para ser sua sucessora. Valeu-se dela para animar Baal, o seu pequeno império tropical, e não para que o palácio continuasse a existir depois da sua morte e se tornasse o que deveria ter sido, um memorial da imigração.

“Os poloneses, japoneses e alemães que ajudaram o Brasil a virar o 2º maior produtor mundial de soja” (por Mariana Alvim – BBC News Brasil – SP)

Como o Brasil se tornou o segundo maior produtor de soja do mundo? A história desse cultivo, que com seus prós e contras é hoje um dos principais motores econômicos do País, se cruza com a da imigração de japoneses, poloneses e alemães.

Foto: Acervo do Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil

https://www.bbc.com/portuguese/geral-46366971?ocid=socialflow_twitter

Sugestão de leitura: “Participação italiana no cinema brasileiro” (Maximo Barro)

BARRO, Maximo. Participação italiana no cinema brasileiro. São Paulo: SESI-SP Editora, 2017.

Descrição

Participação italiana no cinema brasileiro é um livro informativo e biográfico sobre os italianos natos que trabalharam ou prestaram algum tipo de contribuição ao cinema brasileiro. Depois de um breve introito histórico sobre as características da imigração italiana no Brasil, especialmente em São Paulo, apresenta-se como esses imigrantes se voltaram para o âmbito artístico amador ou profissional, principalmente no cinema. Além disso, esta obra traz um vasto índice biográfico dos italianos que trabalharam no cinema brasileiro. Não apenas os intérpretes e os diretores que figuram neste livro, mas também fotógrafos, roteiristas, cenógrafos, produtores, músicos, editores, técnicos de som, eletricistas e maquinistas, ou seja, participantes de outros setores sem os quais o cinema não funcionaria.

SWISSINFO.ch – “Série Migração” – (por Duc-Quang Nguyen)

https://www.swissinfo.ch/por/s%c3%a9rie-migra%c3%a7%c3%a3o-parte-1-_quem-s%c3%a3o-os-25-deestrangeiros-da-su%c3%ad%c3%a7a/42415318

https://www.swissinfo.ch/por/sociedade/s%C3%A9rie-migra%C3%A7%C3%A3o-parte-2-_qual-pa%C3%ADs-acolhe-mais-imigrantes/42441030

https://www.swissinfo.ch/por/sociedade/s%C3%A9rie-migra%C3%A7%C3%A3o-parte-3-_ser%C3%A1-que-estamos-realmente-enfrentando-uma-crise-migrat%C3%B3ria-in%C3%A9dita/42468866

https://www.swissinfo.ch/por/economia/s%C3%A9rie-migra%C3%A7%C3%A3o-parte-4-_as-diferentes-faces-da-imigra%C3%A7%C3%A3o-na-europa/42497674

https://www.swissinfo.ch/por/economia/demografia_su%C3%AD%C3%A7a-terra-de-imigra%C3%A7%C3%A3o-europeia/42941520

Exposição “Famílias Ítalo-Brasileiras e Imigrantes em Araraquara”(SP), realizada entre os dias 12 e 31 de julho de 2019

Em comemoração ao Dia Municipal da Família Italiana, foi promovida a exposição Famílias Ítalo-Brasileiras e Imigrantes em Araraquara, instalada no saguão da Câmara Municipal de Araraquara (SP), que contou com a cessão de produção de dois textos de minha autoria.

  • Associações italianas em Araraquara
  • Italianos na Loja Maçônica Caridade Universal Terceira

“De passagem: um povo, uma meta, uma fé” (por Caíque Batista e Eduarda Esteves)

Em busca de trabalho, anualmente, dezenas de senegaleses aportam no Recife. Na cidade se deparam com algumas fronteiras, para além das territoriais: linguísticas, religiosas e culturais. Cultivam a esperança de voltar para casa preparados para oferecer uma vida melhor para suas famílias — o que, algumas vezes, não ocorre. Nesse projeto, é traçado um mapa da presença desses senegaleses no Recife. Sua vida, seu trabalho e seus anseios.

Textos: Caíque Batista e Eduarda Esteves

Orientação: Adriana Santana (UFPE)

Imagens: Eduarda Esteves

Design: Vinícios de Brito e Caio Castro Mello

https://especialdepassagem.wixsite.com/site

“Histórias para contar de novo” (TV Rio Sul)

A série “Histórias para contar de novo”, exibida pela TV Rio Sul na ocasião do seu 25º aniversário, conta histórias de imigrantes que escolheram viver no Sul do Rio de Janeiro. Ela mostra a “trajetória de desenvolvimento, superação e conquistas de pessoas que vivem nas cidades que ficam na área de cobertura da TV Rio Sul, afiliada da Rede Globo”.

Equipe:

  • repórter: Diego Gavazzi;
  • repórter cinematográfico: David Cordeiro;
  • produtora: Raquel Ribeiro;
  • editora: Ana Paula Garcia
  • editora de imagens: Sol Novais.

A série está dividida em cinco partes:

Parte 1: Porto Real (RJ) – Imigrantes italianos

“Porto Real teve sua colonização efetivamente iniciada no fim do século XIX, em princípios de 1875, quando chegaram ao Brasil, a convite de D. Pedro II, os primeiros imigrantes italianos, vindos das cidades de Novi di Modena e Concordia Sulla Secchia, província de Modena”.

https://globoplay.globo.com/v/4285881/

Parte 2: Penedo (RJ) – Imigrantes finlandeses

“Finlândia, início do século XX. O agricultor Toivo Uuskallio afirma ter recebido um chamado divino: deixar a Europa em busca de uma vida simples, saudável e radicalmente natural. Mas ele não iria sozinho. Com a ajuda de amigos, a ideia é espalhada de norte a sul do país. Homem viajado, Uuskallio decide que o Brasil era o destino ideal”.

https://globoplay.globo.com/v/4288469/

Parte 3: Visconde de Mauá – Imigrantes alemães

“Dona Elena e o marido Roberto Bühler, um dos sete filhos do casal Christoph e Anne Marie, vieram de Sttutgart, na Alemanha, em 1913. Cinco anos antes, outros alemães, além de suíços e austríacos, desembarcaram na região de Visconde de Mauá. Terras até então esquecidas, que despertaram interesse depois da crise da escravidão e do café no Vale do Paraíba. Os imigrantes seriam a base dos núcleos coloniais, patrocinados pelo governo brasileiro com o objetivo de produzir frutas europeias e cereais. Mas não deu certo”.

https://globoplay.globo.com/v/4291040/

Parte 4: Sul do Rio de Janeiro – Imigrantes: francês, japonês, alemão e egípcio

“Um francês, um japonês, um alemão e um egípcio. Unidos pela ordem e pelo progresso. Seisan line. Hat al entäg. Fertigungslinie. Ligne de production. Production line. Ou em bom português, linha de produção. É ela a responsável por incrementar esse intercâmbio de idiomas no Sul do estado, isso desde que a primeira montadora se instalou por aqui, em 1996. De lá pra cá, centenas de estrangeiros ajudaram a mudar a cara da nossa economia e até hoje colaboram para consalidar a vocação industrial da região”.

https://globoplay.globo.com/v/4293992/

Parte 5: Volta Redonda (RJ) – Imigrante português

“Lisboa, 10 de setembro de 1952. Um jovem de 15 anos segue para o Brasil com autorização dos pais. Deveria ser entregue ao tio, senhor Antônio Madeira, morador da Avenida Joaquim Leite, em Barra Mansa. Esse garoto era seu Abílio e não vinha passear. “Havia uma crise tão ruim lá, que até a alimentação, comida, só era do sustento da terra. A pessoa tinha que trabalhar na lavoura, para colher o fruto que plantava, para poder sustentar a família”, disse o comerciante Abílio Marques”.

https://globoplay.globo.com/v/4296547/

Para apreciar a matéria escrita, acesse:

http://g1.globo.com/rj/sul-do-rio-costa-verde/noticia/2015/07/historia-de-imigrantes-e-tema-de-serie-especial-da-tv-rio-sul-parte-5.html

“The National Library of Israel”

A Biblioteca Nacional de Israel, localizada no Campus Givat Ram da Universidade Hebraica de Jerusalém, é a única entre as grandes bibliotecas do mundo que abriga um dos maiores acervos da memória nacional da nação israelense e do povo judeu em todo mundo.

https://web.nli.org.il/sites/NLI/English/collections/personalsites/CAHJP/Pages/default.aspx

https://web.nli.org.il/sites/NLI/English/collections/personalsites/red-lajan/Pages/Memoria-Judaica-de-Pernambuco.aspx