The Origin of ‘Refugee’ (Merriam-Webster)

The word originally referred to the Huguenots .

Refugee comes from a tangled web of related words, and though they show a certain family resemblance, these words are also fiercely independent. Their shared roots go all the way back to Latin, but refugee came directly from the French word réfugié with a very specific meaning: it referred to Protestants who fled France following the revocation in 1685 of the Edict of Nantes, the law that granted religious liberty and civil rights to the Protestant Huguenots for nearly a century. Over 400,000 French Protestants left France in the following years, many to Protestant England.

https://www.merriam-webster.com/words-at-play/origin-and-meaning-of-refugee

Hoje é Dia Mundial do Refugiado

Hoje é dia de chamar atenção para os mais de 70 milhões de mulheres, crianças e homens, refugiados e deslocados internos, que deixaram suas casas em busca de segurança e um futuro melhor.

As pequenas virtudes

“Mas vem então a dor por nós.

Já a esperávamos, no entanto não a reconhecemos logo; não a chamamos logo por seu nome. Atordoados e incrédulos, confiantes de que tudo se poderá remediar, descemos as escadas de nossa casa, fechamos aquela porta para sempre: caminhamos interminavelmente por estradas poeirentas.

Somos seguidos e nos escondemos: nos conventos e nos bosques, nos celeiros e nos becos, nos porões dos navios e nos depósitos.

Aprendemos a pedir ajuda ao primeiro que passa: não sabemos se amigo ou inimigo, se irá socorrer-nos ou trair-nos. Mas, sem outra escolha, por um momento lhe confiamos a nossa vida. Aprendemos também a socorrer o primeiro que passa. E sempre guardamos a confiança de que daqui a pouco, em algumas horas ou alguns dias, voltaremos a nossa casa com seus tapetes e lâmpadas; seremos acariciados e consolados; com roupas limpas e chinelos vermelhos as crianças se sentarão a brincar.

Dormimos com nossos filhos nas estações, nas escadarias das igrejas, nos albergues de pobres; somos pobres, pensamos sem qualquer orgulho. Desaparece em nós, pouco a pouco, todo traço de orgulho infantil. Sentimos a verdadeira fome e o verdadeiro frio.

Não sentimos mais medo.. O medo em nós já penetrou, é uma coisa só com nosso cansaço; é o olhar esgotado e sem memória que lançamos às coisas”.

Natalia Ginzburg, Le piccole virtù (Einaudi, 1962); traduzido pelo Prof. Dr. Helion Póvoa Neto – Núcleo Interdisciplinar de Estudos Migratórios – NIEM.

“A coisa mais importante” (UNHCR-ACNUR – Agência ONU para refugiados, fotografias por Brian Sokol)

O que você levaria se violência ou perseguição forçasse você a deixar sua casa?

Nos últimos sete anos, o ACNUR trabalhou com o fotógrafo Brian Sokol em um projeto de retratos de refugiados chamado A Coisa Mais Importante. Por meio de imagens e entrevistas, é revelada um pouco da angustiada decisão que famílias refugiadas enfrentam quando são forçadas a fugir de suas casas.

“Isso traz um pouco de alívio de minhas tristezas”.

“Para ajudar seus filhos a alcançar a segurança, essa jovem mãe teve que lidar com um ato de equilíbrio”.

“Duas rodas e um tanque de gasolina levaram Abdou para a segurança”.

“Quero estudar para que eu possa me tornar alguém”.

Para apreciar a matéria completa: https://www.acnur.org/portugues/2019/05/30/a-coisa-mais-importante/

“Santos, a cidade mais portuguesa do Brasil” (por Marco Santana – Da Redação – Jornal da Orla)

Não são apenas os vistosos azulejos de prédios históricos no centro que evidenciam a presença portuguesa em Santos. Está em praticamente cada esquina: em padarias, mercados, clubes, hospitais, escolas e faculdades, residências, no jeito de falar e interagir com as pessoas. Não só pela quantidade de nascidos e descendentes, mas pela qualidade da ocupação, Santos é considerada a cidade mais portuguesa do Brasil.

http://www.jornaldaorla.com.br/noticias/38717-santos-a-cidade-mais-portuguesa-do-brasil/?fbclid=IwAR0G52ciG2tSyZZeNFeIPlUz2ftSOAdr2yDrhgHQRFwO7SdKoELaKp1siLQ

“Italiani all’estero: i diari raccontano” (Fondazione Archivio Diaristico Nazionale)

O projeto Italiani all’estero: i diari raccontano, de Nicola Maranesi, é um precioso acervo que reúne cartas, fotos, diários e lembranças de alguns dos mais de 30 milhões de italianos que emigraram para o exterior desde a Unificação da Itália, em 1861. As histórias foram coletadas pelo Archivio Diaristico Nazionale di Pieve Santo Stefano.

Para sua realização, o projeto contou com a contribuição da Direzione Generale per gli Italiani all’Estero e le Politiche Migratorie del Ministero degli Affari Esteri e dela Cooperazione Internazionale.

Segundo a secretária geral do Ministero degli Affari Esteri, Elisabetta Belloni, o objetivo é alcançar os milhões de ítalo-descendentes que vivem no exterior para mostrar “que seu país não os esqueceu”.

Para acessar o acervo:

https://www.idiariraccontano.org

“Seeking asylum: The nightmare vision for Uganda’s Asians” (BBC – NEWS)

In 1972, or so the story goes, an important man had a dream. Not an inspiring dream like Martin Luther King, but a vision that would spark one of the cruellest episodes of the 20th Century.

The man was General Idi Amin, ruler of Uganda in Africa. The dream itself – where he was told by God to cleanse his country of foreigners – may just be an urban myth spread by his supporters, but his actions were real. Out of the blue he ordered all people of south Asian origin to be expelled from the country, or face concentration-style camps.

https://www.bbc.com/news/uk-wales-48518809

“Por que judeus estão voltando a Portugal séculos após antepassados serem expulsos e massacrados” (por Naomi Grimley, BBC-NEWS-Brasil)

Muitos brasileiros já conhecem o direito à cidadania portuguesa por meio da comprovação sefardita. Os judeus sefarditas viveram na Península Ibérica, foram perseguidos pelo Estado e pela Inquisição e se espalharam por diversos países, inclusive o Brasil. Essa reportagem mostra como descendentes dessa mesma comunidade, só que em outros países, como o Reino Unido, começam a olhar agora para as possibilidades de ter também a nacionalidade portuguesa. As razões são variadas – a saída do Reino Unido da União Europeia é uma delas.

https://www.bbc.com/portuguese/geral-48440404?ocid=socialflow_twitter

“RomArchive” – acervo digital criado para preservar a arte e a cultura cigana

O RomArchive é um projeto que envolve cerca de 150 pessoas de quinze países da Europa. Entre elas, destacam-se artistas, acadêmicos, teóricos e ativistas. O projeto tem como objetivo preservar a arte e a cultura cigana, apresentando uma narrativa contada pelos próprios integrantes da comunidade, para destacar sua rica herança cultural, que é parte da cultura europeia, apesar de muitas vezes ignorada.

Trata-se de um enorme e valioso acervo digital composto por fotos, textos, vídeos e áudios, que reúne material coletado de coleções particulares, museus, arquivos e bibliotecas. Este material está separado em dez seções: fotografias; artes visuais; filmes; dança; teatro e drama; flamenco; literatura; música; movimento pelos direitos civis Romani; e “Vozes das vítimas” (holocausto).  

O RomArchive está disponível em três línguas: inglês, alemão e romani.

Photography of a Roma flamenco group “Zambra Gitana” in a cave (postcard, Spain, 1900 – Collection Gonzalo Montaño Peña – RomArchive)

https://www.romarchive.eu/en/

“Government of Canada honours national historic significance of the Refugees of the 1956 Hungarian Revolution” (Parks Canada)

In 1956 and 1957, Canada received more than 37,500 refugees who fled Hungary after Soviet troops marched on Budapest to crush a revolution that sought political reform and independence from the Soviet Union. Spurred by popular sympathy, the Canadian government acted quickly to select, transport, and resettle people in cooperation with non-profit organizations; a successful and unprecedented process which later established an important model for the reception of future refugees to Canada.

https://www.canada.ca/en/parks-canada/news/2019/05/government-of-canada-honours-national-historic-significance-of-the-refugees-of-the-1956-hungarian-revolution.html

Sugestão de leitura – “100 anos do genocídio armênio: negacionismo, silêncio e direitos humanos, 1915-2015”

CARNEIRO, Maria Luiza Tucci, BOUCAULT, Carlos Eduardo de Abreu, LOUREIRO, Heitor de Andrade Carvalho (Orgs.). 100 anos do genocídio armênio: negacionismo, silêncio e direitos humanos, 1915-2015. São Paulo: Editora Humanitas/FFLCH-USP, 2019.

Descrição

Este livro trata de um dos episódios mais trágicos da história da Humanidade: o Genocídio Armênio, protótipo do genocídio moderno. Os estudos aqui publicados são fundamentais para compreendermos os fatos ocorridos há cem anos e para prevenirmos que tais crimes não voltem a ocorrer, principalmente, em momentos de crescimento de ódio e intolerância contra as minorias como, infelizmente, o mundo continua presenciando.
A presente obra traz uma contribuição positiva no esclarecimento desse episódio tão doloroso e presente na memória coletiva de todos os armênios e seus descendentes, e ganha ainda mais relevância por se tratar de uma das raras publicações que aborda o tema em língua portuguesa.

Mais informações:

Jornal da USP: https://jornal.usp.br/cultura/livro-traz-criticas-ao-negacionismo-do-genocidio-armenio/?fbclid=IwAR0sXXfygeZcy3r_jUNaoGYD4ZIiU4Dw59VIdlaAq1D6gm2Zm5k_P9xvw4o