Sugestões de leitura: livros de riquíssimos conteúdos sobre imigração no Espírito Santo

FRANCESCHETTO, Cilmar. Italianos: base de dados da imigração italiana no Espírito Santo nos séculos XIX e XX. Organizado por Agostino Lazzaro. Vitória: Arquivo Público do Estado do Espírito Santo, 2014.

Resumo

O livro “Italianos – base de dados da imigração italiana no Espírito Santo nos séculos XIX e XX” é resultado de uma minuciosa pesquisa realizada ao longo de quase duas décadas nas fontes documentais do APEES, dentre outros acervos públicos e privados (principalmente aqueles guardados pelos familiares), para o Projeto Imigrantes Espírito Santo, iniciado em 1995. É uma edição especial, de 1.040 páginas, com 250 fotografias, mapas e documentos, onde estão distribuídos os nomes de 38.817 itálicos que desembarcaram em terras capixabas nos dois últimos séculos, em grande número nas últimas décadas do séc. XIX.

(PDF) Italianos – Base de dados da imigração italiana no Espírito Santo

RÖLKE, Helmar. Raízes da imigração alemã: história e cultura alemã no Estado do Espírito Santo. Vitória (ES): Arquivo Público do Estado do Espírito Santo, 2016.

Resumo

Raízes da Imigração Alemã preenche uma grande lacuna na historiografia espírito-santense e certamente abrirá caminhos para novos estudos sobre o tema. É uma referência obrigatória para o entendimento da cultura dos germânicos, em especial dos pomeranos, que colonizaram o Espírito Santo em meados do século XIX. Helmar Rölke revela-se neste livro como um dos maiores entendedores da germanidade capixaba. Sua experiência como pastor da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil – IECLB o credenciou para realizar os levantamentos, ao longo de quatro décadas, que resultou nesta magnífica obra.

(PDF) APEES_23_Raízes_da_Imigração_Alemã_Helmar_Rölke

FRANCESCHETTO, Cilmar. Imigrantes Espírito Santo: base de dados da imigração estrangeira no Espírito Santo nos séculos XIX e XX. Organizado por Agostino Lazzaro. Vitória: Arquivo Público do Estado do Espírito Santo, 2014.

Resumo

A grande demanda pela história dos antepassados, por parte dos descendentes de imigrantes, fez surgir no Arquivo Público do Estado do Espírito Santo, em 1995, o Projeto Imigrantes Espírito Santo. Com a informatização das listas dos navios, das hospedarias, dos núcleos coloniais, contendo dados sociológicos de indivíduos de diversas nacionalidades, estruturou-se a base de dados que dinamizou o atendimento aos consulentes. O levantamento foi realizado junto aos documentos do acervo do APEES, do Arquivo Nacional, dentre outros acervos públicos e privados (principalmente aqueles fornecidos de modo interativo pelos familiares), com o devido cruzamento de dados entre as fontes disponíveis. Quase duas décadas depois o APEES tem a honra de apresentar aos interessados o resultado desse trabalho, agora em formato de livro, de 1200 páginas, contendo a relação nominal de 54.155 estrangeiros que entraram no Espírito Santo nos séculos XIX e XX.

(PDF) Imigrantes Espírito Santo_base de dados da imigração estrangeira…

 

Sugestão de leitura: “Em Alto-Mar”, Edmondo De Amicis, 2017.

“Lançada na Itália em 1889, a obra é considerada o primeiro romance da emigração italiana e permaneceu inédita no Brasil até o presente ano de 2017. Teve dez edições em apenas duas semanas: um verdadeiro best-seller”.

em2baltop2bmar2b-2bcapa De Amicis, Edmondo. Em Alto-Mar. Trad. Adriana Marcolini. São Paulo: Nova Alexandria, 2017.

SINOPSE

Em Alto-Mar é o relato da travessia que De Amicis fez do porto italiano de Gênova ao de Montevidéu, em 1884. Toda a narrativa se passa a bordo do navio Galileo, ao longo da viagem de três semanas. Nada menos que 1.600 emigrantes italianos viajavam na terceira classe. A grande maioria tinha como destino a Argentina e da capital uruguaia seria transportada para Buenos Aires em pequenas embarcações a vapor através do rio da Prata. Havia ainda 70 passageiros distribuídos entre a segunda e a primeira classe – entre os quais o autor. No navio, um microcosmo da sociedade italiana da época, poderemos escutar as histórias do capitão, deliciar-nos com a sensualidade de uma senhora da primeira classe, acompanhar com emoção o nascimento de uma criança, sentir o pavor que se dissemina a bordo com a morte de um passageiro. A chegada de uma nova vida e a partida de outra são dois acontecimentos simbólicos da travessia: o primeiro representa a esperança; o segundo, o medo de não atingir o destino e ter o próprio corpo atirado ao mar, sem direito a uma sepultura. Uma perspectiva que aterrorizava aqueles camponeses extremamente ligados à terra e à religiosidade católica. Muitos jamais haviam visto o mar e tinham um medo espantoso da travessia. O fantasma de uma tempestade – tema de um capítulo – rondava a todos. Os naufrágios estavam na ordem do dia. As epidemias a bordo também. Saltam aos olhos os ressentimentos e a raiva dos emigrantes com relação às elites que lideraram o processo de união territorial e política do país que hoje conhecemos como Itália. Concluída em 1861, a unificação marginalizou uma vasta camada da população e abriu uma ferida na sociedade. A edição inclui dois relatos de Edmondo De Amicis sobre a sua breve estadia no Rio de Janeiro (O Sonho do Rio de Janeiro e Na baía do Rio de Janeiro) durante uma escala técnica na viagem de volta à Itália. Traz ainda ilustrações de Arnaldo Ferraguti e a foto do navio em que o autor fez a travessia da Itália para a América do Sul.

PASSADO PRESENTE

Hoje hóspedes de refugiados, italianos sofriam preconceito no Brasil.

Andar por São Paulo é esbarrar a todo momento na herança deixada pela imigração italiana em suas ruas, lojas, monumentos, edifícios históricos e, principalmente, restaurantes. Das 2,5 milhões de pessoas que passaram pela antiga Hospedaria de Imigrantes do Brás entre 1887 e 1978, mais de 700 mil eram provenientes da Itália, país que originou o maior movimento migratório internacional da história do Brasil.

A construção, que foi um dos principais centros de acolhimento de estrangeiros em solo brasileiro, abriga atualmente o Museu da Imigração, criado para preservar essa memória e contar aos paulistas um pouco sobre seu passado. Antigo Memorial do Imigrante, o centro cultural foi restaurado recentemente e ganhou uma nova exposição de longa duração. Agora, o museu também pensa no presente – o planeta enfrenta hoje a mais grave crise de refugiados desde a Segunda Guerra Mundial -, o…

Ver o post original 960 mais palavras

O filme “Novo Mundo” (Nuovomondo), dirigido por Emanuele Crialese, 2006, traça, em tom de crítica, alguns paralelos passado-presente da política imigratória dos Estados Unidos. Ele mostra as dificuldades de uma família siciliana, no início do século XX, que abandona sua terra natal em busca de trabalho, oportunidades e riqueza. O drama é marcado por três momentos: os preparativos para a viagem, a travessia do Atlântico e a quarentena na Ilha Ellis.

“Los italianos hoy”, é uma tradução do “My Italian Year”, escrito por Richard Bagot, publicado em 1913, em Barcelona. O autor retrata o olhar das nações europeias mais prósperas e mais “civilizadas” perante o povo italiano, na época estigmatizado como estrangeiro. Ele faz uma defesa em prol dos italianos, abordando os vários aspectos de sua cultura, política, economia e religião (Biblioteca Digital del Patrimonio Iberoamericano)

(PDF) Los italianos hoy