“A Colônia Senador Vergueiro. Considerações de Carlos Perret Géntil, Consul Geral da Suissa no Rio de Janeiro”, 1851.

Trata-se do estudo e observações sobre a colônia estabelecida na Fazenda Ibicaba, Cordeirópolis (SP), de propriedade do Senador Nicolau Pereira de Campos Vergueiro.

(crédito da imagem: http://www.fazendaibicaba.com.br)

Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin

https://digital.bbm.usp.br/view/?45000011675&bbm/2958#page/8/mode/2up

(PDF) A Colônia Senador Vergueiro

Preferência e restrição aos imigrantes europeus, “Jornal do Commercio” (RJ), 1886.

Em 1886, o “Jornal do Commercio” (RJ), publicava um artigo ressaltando as qualidades de determinados imigrantes europeus, ao mesmo tempo que restringia imigrantes de outros países da Europa.

“Para o Norte do Brasil, do Pará até o Espírito Santo, são os portugueses os melhores colonos. São os que poderão lutar com mais vantagens contra o calor e a umidade dessas regiões.

Povo forte, trabalhador, econômico, ordeiro, falando a mesma língua que os brasileiros, professando a mesma religião, eles quando aqui fazem fortuna, aqui a empregam e aqui se casam. A colônia portuguesa do Rio de Janeiro e das províncias têm feito grandes obras, edificando a maior parte de nossas cidades, desenvolvido nosso comércio, e procurado se confundir com a família brasileira para com ela constituir uma mesma família. Dos europeus são os que devemos preferir e estimar sobre todos os outros.

Não há em Portugal, para o estrangeiro, melhor título à estima pública do que de brasileiro.

Alemães, suíços e italianos, aproveitarão melhor [ou serão melhores aproveitados] nas províncias do Sul e do Centro.

Pelos costumes, índole, robustez e inteligência no trabalho são os suíços, franceses ou alemães colonos de grande valor.

Os italianos do Tirol, os lombardos, os toscanos, os piemonteses, além de reunirem as qualidades desejadas, trazem consigo uma bagagem artística proveniente de uma qualidade inerente à raça italiana, que civiliza um povo mais rapidamente, reunindo a riqueza do trabalho, o brilho das artes.

Das qualidades colonizadoras dos alemães, já conhecemos pela prática em nosso país.

Das outras nações da Europa, pouco ou nada devemos esperar”.