“Los migrantes han cruzado el Mediterráneo durante siglos, pero antes se desplazaban de norte a sur” (por Felicita Tramontana – El País – Paneta Futuro)

“El discurso racista que ha encontrado terreno fértil en Europa se basa en dos suposiciones erróneas: que la migración es un fenómeno nuevo y que este mar ha estado dividido desde la antigüedad”.

“Un mapa del siglo XVI de Europa y África del Norte. Luis Teixeira, Portulano, Lisboa, ca. 1600, via Wikimedia Commons”

https://elpais.com/elpais/2018/07/13/planeta_futuro/1531478096_238117.html

Sugestão de leitura: “História oral e migrações: método, memórias, experiências”

MAGALHÃES, Valéria Barbosa de (Org.). História oral e migrações: método, memórias, experiências. São Paulo: Letra e Voz, 2017.

Sinopse

Esta estimulante coleção de livros, dirigida por Juniele Rabêlo de Almeida, oferece ao leitor perspectivas multifacetadas sobre a relação entre a história oral, os públicos e o tema de seus volumes. Em cada um deles, relatos de importantes pesquisas empíricas dividem espaço com reflexões sobre as questões teóricas e metodológicas concernentes ao uso de entrevistas, desde as estratégias de coleta até os desafios de interpretação. Em conjunto, os livros desta coleção apresentam um panorama daquilo que de melhor vem sendo produzido no campo da história oral no Brasil. Neste volume, História oral e migrações.

Conteúdo

Introdução

PARTE 1: HISTÓRIA ORAL E MIGRAÇÕES: MÉTODO, MEMÓRIA, SILÊNCIO E ESQUECIMENTO

Reminiscências: Vestígios da memória
Maria de Lourdes Monaco Janotti

O sole mio… Piove! A presença de italianos, na capital paulista e a memória-canção
Heloísa de A. Duarte Valente

A ‘mulata brasiliana’: Uma proposta não-prosaica de apresentação de narrativas, histórias de vida e memórias de brasileiras negras casadas com italianos
Maria Carolina Casati Digiampietri

PARTE 2: MIGRANTES E TERRITÓRIOS

“Terra de nordestinos”: História oral e experiências de migrantes em São Miguel Paulista na década de 1950
Paulo Fontes

A imigração italiana ao longo da ferrovia The São Paulo Railway: A Estação de Campo Grande, no Alto da Serra de Paranapiacaba/SP
Arlete Assumpção Monteiro

Marcas, presenças e ecos imigratórios: O bairro do Bom Retiro
Daisy Perelmutter

Descendentes de imigrantes italianos no bairro do Bixiga: Memórias e interações culturais
Célia Regina Pereira de Toledo Lucena

Artigos Revista Mediações, Londrina, 2017

“Habitus imigrante e capital de mobilidade: a teoria de Pierre Bourdieu aplicada aos estudos migratórios“, Márcio de Oliveira e Fernando Kulaitis.

Mediações, Londrina, v. 22, p. 15-47, jan/jun, 2017.

Resumo

O presente artigo apresenta os conceitos de habitus imigrante e capital de mobilidade, derivados da Teoria da Prática proposta por Pierre Bourdieu (1930-2002), como ferramentas para compreender as estratégias de agentes em processos migratórios. Em seguida à revisão e discussão sobre a origem e os fundamentos teóricometodológicos dos conceitos de habitus e capital, aplicamos os conceitos propostos em duas pesquisas recentes: os brasileiros no Québec e os haitianos no Brasil. Através da análise de depoimentos e das estratégias dos migrantes em questão, verificamos em que medida os projetos migratórios são frutos de um sistema de disposições, o habitus imigrante, e como ele se transforma em um conjunto de propriedades específicas, aqui denominado de capital de mobilidade. Em conclusão, estabelecemos que a decisão voluntária de migrar e os processos de integração estão interligados e dependem da força do habitus interiorizado e da quantidade de capital acumulado.

Palavras-chave: Estudos migratórios. Habitus. Capital. Pierre Bourdieu.

(PDF) Oliveira, Márcio de; Kulaitis, Fernando. Habitus Imigrante e Capital de Mobilidade

 

“Confusões semânticas e migrações internacionais”, Pedro Vianna.

Mediações, Londrina, v. 22, p. 48-79, jan/jun, 2007.

Resumo

Por razões diversas, no campo das migrações internacionais, os discursos políticos e mediáticos são pouco rigorosos no que diz respeito ao emprego das palavras. Termos equívocos, palavras trocadas, conceitos não definidos, generalizações abusivas, confusão de termos, esquecimentos, hipérboles, efeitos apresentados como causas, más traduções são figuras que perturbam a clara compreensão dos fenômenos migratórios. A partir do caso da França, o presente texto examina alguns exemplos de tais confusões semânticas, evoca um certo número das causas que as engendram e exorta ao desenvolvimento dos trabalhos acadêmicos sobre o tema.

Palavras-chave: Migrações. Terminologia. Mídia. Discurso político.

(PDF) Vianna, Pedro. Confusões semânticas e migrações internacionais